domingo, 1 de dezembro de 2013

Se o Amor acaba?

[...] Se o Amor acaba? Sim, e o que permanece é a memória. Quando imersos no Amor, ali, naquele instante, temos a permissão das palavras para jurá-lo eterno. E de senti-lo eterno. Ali, sabemos porque sentimos, e sentimos que amaremos para sempre. Isto porque o Amor nos devolve às dimensões da Alma onde a Alma é, mas o tempo não. O Amor habita apenas o tempo presente em que, inteiros e dispensados do compromisso com os calendários, podemos abraçar os destinos. O Amor permite temporariamente saber-nos atemporais, e concede a graça de nos sentirmos maior que o próprio mundo, tornando-se a nossa própria vida. Assim, sentimos que amaremos até a morte e depois dela, mas o Amor antes tem seu fim porque damos um final a ele. Sufocamos seus imensos com nosso tamanho, dispensamos sua generosidade com nosso egoísmo, atentamo-nos aos espinhos e ignoramos flor, não permanecendo sua força por conta das nossas fraquezas. Por inaptidão, despedimos hóspede que gostaríamos residente, retornando à nossa limitada condição em busca de voltarmos à casa que nós mesmos fechamos a porta. Para cada encontro e para cada tristeza, melhor fica o coração para abrigar o próximo Amor.

4 comentários:

Monnie Lobo disse...

Lindo!

Poeta da Colina disse...

O amor vira paz.

Maya Quaresma disse...

"Se o Amor acaba? Sim, e o que permanece é a memória. Quando imersos no Amor, ali, naquele instante, temos a permissão das palavras para jurá-lo eterno"... Creio que, o amor só acaba, não porque ele é finito, mas porque nós somos.

Buscadora. disse...

Gostei do escrito!