terça-feira, 8 de outubro de 2013

Literatura...

A tua voz me amanhece e devolve-me esquecidas raízes; tua boca cala os espinhosos incômodos que carregam as vozes da saudade e, teus contornos avivam-me embrigada lucidez. Deixo-me por isso exposto a este teu tom de sol, e me deito sobre a nua e fina esperança que aguarda comigo tuas chegadas. Cultivo desejos que sabem teu nome, e destinos da tua cor de mármore. Fundamentas a realidade do sagrado, antecedes tu o próprio mundo por esta divina razão; brinda-me o teu Amor com outras existências que aqui me guardam e me florescem. Sabendo eu dos descansos que cumprem as palavras, invento-te para me salvar dos lugares onde não estás. Quero despedir distâncias apoiado nos teus lábios. Atrevo-me na poesia a te amar entre os eternos.

Nenhum comentário: