terça-feira, 6 de agosto de 2013

O-que-mora-dentro...

Como não sabemos o valor do que mora dentro; como não nos ensinaram a enxergar o que somos e quem realmente somos, através dos olhos dos outros nos reconhecemos. O nosso valor então, deixa de ser intrínseco e se torna fluído numa precária verdade, por aquilo que vestimos, pelo carro que compramos e pelo que demais ostentamos. A nossa medida é dita pelo que temos e não pelo que somos; coisa que ninguém, além de nós mesmos, podemos saber. A riqueza é mero reflexo da superfície; frágil por sinal. Assim, um sopro, um elogio ou uma crítica sempre nos atingirá e nos balançará, sejam elas sinceras ou não. Bem aventurados aqueles que fecharam os olhos e então souberam quem realmente são, para além das coisas do mundo.

2 comentários:

Poeta da Colina disse...

Quando nos chega a consciência já estamos mergulhados nos contextos de muitas gerações.

Izabela Cosenza disse...

verdade, guilherme.

e abomino a fragilidade minha em relação ao que vem de fora.

beijodoce

iza