quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O fio que tece a Alma...

Depois que ele se separou, passou a levar mais o totó pra passear e aprendeu a separar seu lixo. Quando ela voltou a suspirar pelo Amor, decidiu fazer sonhada viagem e passou a dar mais atenção ao filho pequeno. Após o acidente, ele melhorou a relação com a mãe e cultivou roseiras. Quando ela tudo perdeu, arriscou pedir aumento ao chefe e aprendeu a falar italiano. Assim que a irmã passou no vestibular, decidiu parar de beber e de fumar. Às vezes os diversos fatos na nossa vida, aparentemente desconexos, são as reais razões pelas quais vestimos novos papéis e abandonamos velhas posturas, ao experimentarmos outras e inéditas versões de nós mesmos, sejam elas mais saudáveis ou não, quando uma descontinuidade qualquer nos convida ao recomeço. Há um fio invisível de possibilidades que tece a Alma, bordando nossas histórias, entrelaçando nossos encontros e desenhando assim, os nossos destinos.

5 comentários:

Unknown disse...

Parabéns pelo texto!Concordo a teia do destino parece empírica mas é uma questão de atitude mudar, mesmo que não faça sentido algum!

Wendel Valadares disse...

Bendito seja esse "fio invisível", que faz o mundo girar.

Um abraço poeta-amigo.

Carolina Godinho Rosa Szabadkai disse...

Guilherme, muito linda essa sua linha de pensamento. Adorei!

Kelly Cristina Costa disse...

Amei a visita no meu blog. E esse texto que tive conhecimento hoje? Amei e compartilhei com seus devidos créditos!

Raisa disse...

Parabens Gui voce e d++