quarta-feira, 10 de julho de 2013

Morar aqui...

Vivemos incessantemente percorrendo lembranças e expectativas, diariamente habitando o que era e o que poderá, cansando-nos com o que foi e com o que deveria ser. Entre desejos e nostalgias, planos e recordações, somos. Somos preservadas memórias e cultivadas esperanças. Somos pêndulo alternando sem parar entre o passado e os nossos amanhãs. Entre os possíveis e o inevitável, nos perdemos. O que nos sobra para ser no agora? Quando ansiedade é sintoma? Quando insatisfação é constante? Nós quase nunca moramos aqui...

3 comentários:

Priscilla Calaça disse...

Perfeito!

Alexandre Lucio Fernandes disse...

Nós quase nunca seremos aqui, porque espalhamos, flutuamos e nos despedaçamos para virar poesia. Vivemos para esse encontro, essa casualidade que nos equilibra e traduz, em sinfonia, nossas questões. Ser é sempre um caminho cheio de possibilidade.

dora disse...

E é nesse pêndulo alternado que nossa imaginação desvairada nos dá sinais das sensações depositadas em palavras, como você descreve.É o poeta, você.Gostei do que li e senti.