terça-feira, 9 de abril de 2013

Zodíaco...

Regido pela soma das minhas escolhas e não pelos signos do Zodíaco, lanço-me à exclusiva dedicação ao agora, este apertado espaço em que sozinha, saudade não arranja tempo para crescer, ou que sonhos recém-nascidos não alcançam velocidades para voar. O agora é lugar em que as dúvidas não se servem das paixões para nos amadurecer, e onde jamais saberemos nome de qualquer fruto ou das nossas razões para existir. Por isso, aqui, impeço dores com ausências, faltas com vazios e corro das saudades por não cultivar memórias. Evito rugas na Alma por não me permitir entre os sorrisos, chorar também. Assim, eu sou minhas estéreis e mudas certezas, pois nas inexatidões do amanhã que não habito, não sofro, porque não sinto. Talvez quando souber verdade de água, que se entrega aos contornos do tempo a se dessaber rio e se desaguar mar, eu venha a ter a sorte daquele que morre de Amor e arrisca ser feliz.

2 comentários:

Carol disse...

Como sempre, um quadro de palavras com tons perfeitos combinando. Adorei!

Priscilla Calaça disse...

Eu me arrisco a ser feliz!
Belíssimas palavras, Guilherme. estou retribuindo a visita. Gostei muito do que li! Espero visitá-lo mais vezes.