sexta-feira, 12 de abril de 2013

Bem-aventurados...

Bem-aventurados aqueles que namoram a clareza real das coisas, e que sabem no que verdadeiramente se descansa o coração: o sentir sereno nas marés de nós. Quando desaprendem os olhos a ver os confusos reflexos da vida, aí então passamos a enxergar mais além do nosso próprio tamanho. Assim, as 'verdades-de-nós' namoram com as maturidades que nos ensina o tempo, em que adormecer desnecessários medos e escolher melhor nossas batalhas serão inevitáveis escolhas apenas e quando a alma colecionar suficientes cicatrizes. Não alcança o céu a bela árvore sem antes doer sua semente. Cumpre ao amor em nós como fruto, afinar o nosso olhar, despreocupando-nos com o que somos fora para amanhecermos por inteiro dentro.

Os olhos diminuem o mundo. O amor o revela na alma.

2 comentários:

Priscilla Calaça disse...

"Cumpre ao Amor em nós como fruto, afinar o nosso olhar, despreocupando-nos com o que somos fora para amanhecermos por inteiro dentro..." Perfeito!

Milene Cristina disse...

Quero essa bem-aventurança. Pegar nas mãos dessa clareza onde enfim, o coração descança. Me vendo maior, por jogar fora exageros, apegos que machucam. Preferindo essa dor que alcança. Olhar para oque fui, e me ver completa, organizada pelo fruto cultivado. Com olhos de quem tem a alma inteira.