sexta-feira, 8 de março de 2013

E o Amor é outra coisa...

Pois bem! Paremos então de ser movidos por romances como se na vida nós só nos movêssemos por eles. Paremos de ser romanticóides! A vida na sua própria realidade já contém a quota de poesia necessária aos olhos e à própria vida. Não precisamos viver de livros de banca de jornal, novela das oito ou de escritoras-pop pra consumir e ter aquilo que não temos. Não precisamos acreditar na ideia de que só seremos inteiros dizendo sim no altar ou num cavalo branco a nos levar em direção a ideia de um amor-eterno. O mundo está recheado de amor-eterno que no dia seguinte se torna outra coisa. E não, não há erro nem pecado em desfazer os laços e escolher com outro a versão mais nobre de si. As nossas escolhas diariamente nos definem; ainda que sejam as mesmas. Não precisamos aceitar que a nossa vida é cinza porque não se sente borboletas no estômago ou porque não somos correspondidos. A angústia e o vazio nascem por acreditarmos em histórias pra boi dormir e idealizar a vida como pano de fundo para nossos romances com finais felizes de príncipes encantados. A vida não é isso, a vida não é só isso. Ela vai bem além. E o Amor,  o Amor é outra coisa.


(Texto originalmente escrito para o espaço "Sala de conversa".)

Um comentário:

Sol disse...

Pois bem! Pois muito bem!
Não há um único caminho para se alcançar felicidade. Tentamos constamente criar padrões para tudo, talvez com medo do que o imprevisível da vida pode nos trazer. Acredito que a felicidade está em nós, ela remete mais ao interior do que ao exterior.

Um bjo, Gui.