terça-feira, 11 de setembro de 2012

Companheira...

"É possível que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez morramos porque desejamos morrer. Assim como amor e ódio por uma pessoa habitam em nosso peito ao mesmo tempo, assim também toda a vida conjuga o desejo de manter-se e o desejo da própria destruição. Do mesmo modo como um pequeno elástico esticado tende a assumir a forma original, assim também toda a matéria viva, consciente ou inconscientemente, busca readquirir a completa, a absoluta inércia da existência inorgânica. O impulso de vida e os impulsos de morte habitam lado a lado dentro de nós. A morte é a companheira do Amor. Juntos eles regem o mundo".
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(Sigmund Freud)

2 comentários:

Áurea Manuele disse...

confortante para o momento em que me encontro, ou me perco ...

May Almeida disse...

Te espanta se eu disser que concordo com Freud TOTALMENTE?!
Pois sim,é ! Já conhecia esse trecho dos escritos dele.Muito bom !