sexta-feira, 13 de julho de 2012

Experimentações...

De olhos fechados, onde estarão os limites mas onde estariam os caminhos? De ouvidos tampados, quais seriam os ruídos mas quais seriam as canções? Inconsciente no meu sono profundo, o que saberia eu da luz do dia? O que seria do real sem o efeito e a força das nossas próprias ilusões? Não sobrevivemos tanto ao amor como a aridez dos desertos, seja por nós mesmos ou pelo outro? O medo é um convite que se recusa, olhos que não despertam, braços cruzados, abraços não dados, lembrança não vivida, um alto muro construído, calendários rasgados e também a esperançosa sombra do nosso destemor. Carrega assim o homem a medida dos seus contrários, pois a vida é palco das alternâncias necessárias às experimentações da alma, que através delas se reconhece e inclina-se a escolher versão mais sublime de si, após atravessar suas tensões.

4 comentários:

Monnie Lobo disse...

A grande contradição da vida.

Luciana Santa Rita disse...

Guilherme,

Tudo bem? Fiquei pensando na frase que colocasse: O que seria do real sem os efeitos da ilusão? Vejo que sem ilusão, não há o conhecimento do real e da vida.

Lu

Poeta da Colina disse...

E sem ensaio, tem apresentação, todo dia.

Sol disse...

A vida é mesmo uma contradição, acho que é aí onde tanto nos embaralhamos.

Um abraço, Guilherme.