terça-feira, 3 de abril de 2012

Acaso...

(...) aquilo que por muitas vezes nos escapa das mãos, mas que inevitavelmente encontra-se com nossos passos, chamamos destino. As sementes que na terra esqueci e hoje me encontro com flor, dou nome ao acaso. Onde minhas escolhas terminam, meu alcance sossega, o além que me cerca e o que o outro ensina, sei nome não. Pois ando ainda sabendo - e não por inteiro sabido - dos ciclos e do tempo; aprendendo o que em mim floresce e o que de mim o vento leva. O sabor do vinho, das preces e das marés. O que tem jeito de porão, janela ou quintal. O que tem raiz na Alma e nunca morre.

6 comentários:

Juh disse...

Lindo!
"...aprendendo o que em mim floresce e o que de mim o vento leva. O sabor do vinho, das preces e das marés."

Natália Campos disse...

"O que tem raiz na alma e nunca morre".

Não vai morrer mesmo.

Poeta da Colina disse...

São poucas coisas que estão fora das nossas mãos. Talvez o Sol que vai voltar a nascer.

Anônimo disse...

"aprendo amanhãs quando escreves."

Clara.

Heat disse...

O que tem raiz na alma nunca morre!!

Maravilhoso!!!

mfc disse...

Gostei desta enumeração contida na viagem que fizeste pelo teu interior!