quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Póstumo...

 "Talvez seja a lembrança quem mais doa, 
do que a própria dor que agora ecoa. 
Pois a minha dor é poesia, 
de um verso meu em agonia, 
que por destino irá calar.
Morri sem saber viver. 
Vivi sem saber amar".

8 comentários:

Arco-Íris de Frida disse...

Talvez seja o momento por qual eu passo...mas...me emocionou tanto esse post...

Pipa. A Pipa dos Ventos. disse...

Outro dia li um verso de Nei Duclós que dizia:

"É tempo de dizer. Calar-se, ficou para trás."

Mas, aqui, bem dentro de mim, alguma coisa diz:

É tempo de calar. Dizer-se, ficou para trás - parafraseei.

É que dói Gui. Gritar aos surdos, dói muito.

Anônimo disse...

Talves vc não amou pq não quis, talvez.
Ou dedicou seu amor a outra e havia outro amor que dedicava a vc e no fim, foi vc e quem dedicou o amor a sua pessoa, que sente essa dor. Pessoas pra te amar com certeza deve ter, mas será que vc dando espaço aos outros, para novas oportunidades? olhe melhor para os lados, não feche seu foco. O amor sempre vem de onde menos imaginamos. Não conhecia esse blog, gostei.

RosaMaria disse...

A memória da pele, do cheiro, as lembranças, tão amigas... tão malvadas!

Um espaço vazio e elas voltam a torturar, sem piedade.

Beijos pra ti :)

Fernanda Fraga disse...

Guí, embora seu fragmento exale em mim uma certa agonia mesmo, algo doído, vc foi direto; embora de uma sensibilidade tão profunda qto o próprio poema.
Amei isso e me vi aqui:
"Talvez seja a lembrança quem mais doa,
do que a própria dor que agora ecoa, de um verso meu em agonia,
que por destino irá calar."

Como sempre esplêndido!
Um beijo.

Poeta da Colina disse...

Sentimentos renascem, em outros lugares, mas renascem.

Maya Quaresma disse...

As vezes sinto que também estou indo por esse caminho.

Beijos

Maya Quaresma

Felicidade Clandestina disse...

transformar e transportar a dor para a poesia...