Pobre de espírito, vivia ele pedindo o que não dava e quando tinha, não se preenchia. Temeu contratos de cláusulas que escravizavam a Alma, mas cobrou juros altos pelas faltas cometidas. Sem coração, duvidava que os outros também pudessem carregar um no peito. Atraia pelas semelhanças: vazios que se completavam, loucuras que se conversavam, tons de cinza a enfeitar seus tortos pés. Seu pecado era fingir o que não sabia, ou o que sabia perfeitamente bem; enganando os outros na medida em que enganava a si mesmo. Mentia por não saber sua própria luz. Que homem assim não é fração de um todo que nos habita? Ele era por inteiro. E cada escolha sua abrigava uma aflição e um fracasso. Afastou seus amores; abandonou-se no amanhã. Ninguém mais o conhecia, apenas ele próprio. E não havia nada no mundo que pudesse libertá-lo deste castigo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
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7 comentários:
Ele era ... ele mesmo!
Os limites são nossos.
Mentir é se anular , e se anulando vamos nos desconhecendo até ninguém mais nos conhecer .
Bjoo :)
Talvez a liberdade esteja no final de um arco-iris qualquer... destes que colorem todo cinza ;)
As dores e os dissabores nos prendem de uma forma, que não conseguimos mais nos libertar.
É triste, mas é bem real.
Um beijo meu amigo.
Amo o jeito como escreve.
Me encanta.
o blasé como alimento e a armadura como vestes.
excelente texto!
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