segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conclusão...

"No curso dos anos ambos chegaram por caminhos diferentes à conclusão sábia de que não era possível morar juntos de outro modo, nem se amarem de outro modo: nada neste mundo era mais difícil do que o amor”.
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(Gabriel Garcia Marquez)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Espelho...

"A morte é um espelho que reflete as vãs gesticulações da vida. Toda essa colorida confusão de atos, omissões, arrependimentos e tentativas -- obras e sobras -- que é cada vida, encontram na morte, senão sentido e explicação, um fim. Diante dela, nossa vida se desenha e se imobiliza. Antes de desmoronar-se e fundir-se no nada, ela se esculpe em forma imutável: mudaremos, para então desaparecer. Nossa morte ilumina nossa vida. Se nossa morte carece de sentido, então nossa vida também não tem sentido algum. Por isso, quando alguém morre de morte violenta, as pessoas dizem "ele procurou por isso". E é verdade, cada um tem a morte que busca, a morte que constrói para si mesmo. Morte de cristão ou morte de pagão são jeitos de morrer que refletem jeitos de viver. Se a morte nos trai e morremos da morte errada, que lástima: é preciso morrer como se vive. A morte é instranferível, como a vida. Se não morremos como vivemos é porque realmente não vivemos a nossa própria vida: não nos pertencia, como não nos pertence a má-sorte que nos mata. Diga-me como morreste e te direi quem és." (Octavio Paz)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vigia...

"O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence."

(Cecilia Meireles)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Você também...

"Eu te escolhi. Outros me olhavam, outros pareciam talvez até um pouco mais interessantes, mas eu escolhi você. Que esquisito, eu já havia escolhido outros outras vezes. Dessa vez tudo foi diferente, dessa vez não era tão simples assim, dessa vez havia um diferencial tão complexo: você me escolheu também".
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(Maria Clara Machado)

Gratidão...

"Você já percebeu o quanto a existência tem dado a você? Não, você tem isto como certo, como se você tivesse feito por merecer, como se tivesse sido uma conquista sua. Você não fez por merecer. Não foi algo que você conquistou. É um presente, é uma bênção, é simplesmente um ato de amor da existência ter-lhe dado tanto.

E ela está pronta para lhe dar muito mais. Você é que não está pronto para receber.

A religião o impede de ser religioso. Ela o envia para os mosteiros, para os templos, para as igrejas. Ela ensina você a rezar para um deus hipotético com o qual você nunca encontrou, com o qual ninguém jamais encontrou. O verdadeiro templo está por toda a sua volta, sob as estrelas, sob a verde folhagem das árvores, ao lado do oceano. O verdadeiro templo está por toda a volta e o verdadeiro deus nada mais é que o fenômeno vivo e consciente dentro de você. Onde houver vida, onde houver consciência, ali está deus. E quando você chegar à experiência máxima de consciência, você se torna um deus. É direito natural de todo mundo tornar-se um deus, não adorar Deus, mas tornar-se um deus. Todas as religiões estão impedindo você. Elas não lhe ensinam a ser sem ambição. Elas lhe ensinam a ambição, como se tornar virtuoso para que consiga alcançar o paraíso. Elas não lhe ensinam a não ter medo. Elas lhe ensinam a ter medo, pois se você não fizer certas coisas, será lançado ao inferno e irá sofrer pela eternidade. Todas as religiões são basicamente uma exploração da humanidade. Elas escravizam você, elas o humilham, elas o chamam de pecador e destroem o seu auto-respeito.

Religiosidade é uma humilde gratidão para com a existência." (Osho)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aquele...

"Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no mundo
pode competir com ele". (Lao Tsé)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Simples assim...

"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita... simples assim."
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(Silvana Duboc)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Amantes...

Somos casa a abrigar sonhos; a acolher vontades e desejos que despertas por ser tu parte de mim. Somos também janelas se abrindo para promessas nossas de sorrisos a descarregar as malas e correr um pro outro de saudades. Anda faltando presença tua, a soprar o bonito de dentro pra fora e fazer da Vida, prateleira onde eu possa guardar singelezas tuas a me salvar nos tempos difíceis da distância nossa que me cerca. Ando buscando teu Amor a aspergir fragrância e nutrir as estrelas do céu, colorindo o amanhã que me pertence e os laços que escolhemos. Sinto tua ausência na exata e mesma medida do carinho que te sinto como se pudesse fazer dele, minha roupa, costurada no contorno dos seus pensamentos; na curva da tua poesia. Amantes-amados a sorver os sabores e afagos da loucura; com Alma se enfeitando de luz a refletir palavras que se perdem na claridade que a própria confissão carrega, nas entrelinhas em que meu coração conta as coisas que só você ouve e outras que ninguém mais escuta: Que sem você, eu sou metade do meu inteiro.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bem-de-mim...

"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim"
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(Vander Lee)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Deus...

"(...) Que pode haver maior que o oceano, ou que seja mais forte do que o vento?! Minha mãe a sorrir olhou pros céus e respondeu: - Um Ser que nós não vemos, é maior do que o mar que nós tememos, mais forte que o tufão!
Meu filho, é - Deus!"
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(Casimiro de Abreu)

Ceticismo...

"O ceticismo nasce da fragmentação da mente. É a postura do covarde ou do preguiçoso que, por não querer fazer o esforço de saber, tenta provar que é impossível saber. Com esse objetivo, a mente cética produz impasses de difícil refutação, não tanto pelos esquemas argumentativos que os suportam, mas principalmente pelo estado de ânimo de desconfiança que os produz. A desconfiança suscita objeções e mais objeções, e quando todas foram respondidas, sua insegurança não se aplaca e ela continua a apresentar novas objeções, sem se dar conta de que são apenas variações das já respondidas. A discussão com o cético não tem fim — não por causa da força de seus argumentos, que em si são fracos, mas por causa do medo abissal que os produz, e que não pode ser curado mediante argumentos. No entanto, enfrentar as objeções céticas é o começo do aprendizado filosófico. A capacidade humana de formular dúvidas é inesgotável, assim como a capacidade de aprofundar, enriquecer e tirar conseqüências do que sabe. O caminho da dúvida, entretanto, é mais fácil, porque mecânico e automático: basta deixar a mente pensar sozinha que a dúvida se autopropaga como se fosse um vírus - daí o prestígio barato do ceticismo e do relativismo. Já a certeza e a evidência não se autopropagam, não podem ser obtidas a contragosto. Exigem atenção. Exigem a convergência de várias faculdades intelectuais em torno de um objeto, o que requer esforço". (Olavo de Carvalho)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cinco sentidos...

"E sendo sete as cores, e outros tantos
Os sons da escala, mas com mil matizes
Que prolongam seu eco e seus encantos,

Talvez nos seja um dia transmitido,
Por esses mundos fortes e felizes,
Um novo sexto e sétimo sentido!"

in, Novos Sonetos (Alberto Oliveira)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Parentesco...

"Mais tarde eu saberia que certas experiências se partilham - até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça. O que não significa nem cor, nem formato de olho, nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da alma."
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(Lya Luft)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Apertos...

"Eu fujo dos apertos, só me encontro onde há espaço. Nada pode ser tão largo que nos deixe muito solto, nem tão estreito que não seja confortável. E não aceite conselhos em relação a isso, não existe um modelo único de liberdade. Só você sabe, de fato, onde é o seu encaixe".
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(Fernanda Gaona)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Negativa...

“Ao completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada. O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem. E o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho. De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. (...) A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo. Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cura rimada...

De todas as suas fraquezas e manias, inventava problemas e dores
O quadro era conhecido:
Sofria de hipocondria.
Remédios para tudo havia;
mal-estar, enjoos, náuseas, azia.
Conhecendo ao acaso, outro dia
moça jovem prestes a lhe salvar; a lhe tirar desta fria.
Se encantaram, namoraram, se juntaram sob as bençãos do altar.
Assim, era o amor que chegava e doença que partia.
Nova vida então lhe mudou, curar-se-ia com filha bonita a chegar.
Seu nome?
Analgesia.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Costura...

"Vontade de passar o tempo costurando nuvens... Com a linha do horizonte vermelho-poente para arrematar minha tarde. Atividade inútil. Romantismo de quem não sabe mais como esticar a alma... Ah, não sou muito adepta de atividades físicas. E estou exausta... Porque sempre dei tudo de mim. Ah, então não se queixe! Esse abismo é obra de tuas mãos! Ou será porque agora eu já não sei o que fazer com elas?! Costura! Reune os retalhos... Parte por parte... Deixa a linha da vida traçar o desenho... E, mais uma vez, eu sei, vou dar tudo de mim. Supura... Que o tempo cura a ferida. Colágeno... Costura. Criança que cai da bicicleta mas, não perde nunca a coragem e o desejo de pedal-ar.... Máquina de costura a pedal... Vida que se vai tecendo, ao vestir sonhos e despir os medos. Ah, minha linha da vida vai dourar de estrelas... E esse pano de fundo negro... Vai se tornar o tecido ideal: Céu visto... Em noite estrelada."
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(Cecília Braga)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nós sabemos...

"Os homens que procuram a felicidade são como bêbados que não conseguem encontrar a própria casa, mas sabem que têm uma." (Voltaire)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As egrégoras e o carvão...

“Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: -Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.”

(Autor desconhecido)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Estatuto do Homem...

"Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV

Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:

O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

(...)

Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor."

(Thiago de Mello)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Maneira...

"O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água... e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore. A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão, e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente. E a árvore empresta o seu perfume ao vento... Se a humanidade crescesse, amadurecesse, essa seria a maneira de amar."
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(Osho)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Prosas e poesia...

E foi de repente que eu senti uma coisa boa; uma sensação de (re)encontro consigo mesmo. Um encantar-se em si através do outro; através do silêncio que se comunica e se faz presente em nós. Que fala de nós mesmos a transbordar dentro de página a se completar em versos que hoje tem nome e lugar pra se viver, mas que alcança o atemporal. E você veio prosear sobre um algo mais; você veio falar poesia. Aquela que a gente escuta quando ao longo do tempo se constrói espaço vasto e vazio aqui dentro, mas não vazio de significado. Um espaço suficiente pro novo vir habitar. E você veio. Pelo menos, é assim como eu gosto de ver; de tecer minha existência com fragrâncias de fantasia e gentilezas imaginadas do dia-a-dia. Você veio contar sobre aquilo que é maior do que eu, mesmo eu não sabendo lá muito bem quem eu sou, embora eu vá me encontrando com cada cantinho-meu-aqui-dentro que é solicitado a responder em determinado momento ou desafio da vida. Isso faz vontade trazer o outro pra vida da gente com tudo o que se tem direito; ainda que dê um frio na barriga. Talvez seja porque a gente viva no conhecido, às claras, e o que vêm é sempre estranho. Estranho porque desconhecido. Aí quando o coração começa a se acostumar, faz do novo a sua casa. E ninguém melhor do que você, a recitar as chaves, declamando versos da cor da parede, cantando o som do ventilador do quarto; dividindo gavetas e sentimentos; lavando azulejos e tristezas. Que janelas abrimos! E a culpa é toda tua; pois contas ao coração aquilo que ele até então não havia pensado como melhor sentir. Qual palavra caberia, em que ordem ou com qual intensidade. Mas aí veio você e traduziu: a minha vida inteira. Espero abraçar sempre essa lembrança quando eu sentir saudades.