quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sobre as palavras...

A única certeza que tenho sobre o amanhã, é que vou sentir saudades. O único medo que quero carregar, é o medo de me contentar com metades. A mim parti pela tua partida que o coração não permitiu, negando que toda história e todo enredo possa ter um triste final. Saber você em nós me prendeu entre as memórias que versam hoje a tua falta e gritam agora a tua ausência. A distância ainda não me ensinou a te esquecer nos dias que virão sem as tuas cores. Para que serve ser se não seremos? De que serve o vento se não for pra anunciar sementes? Visto um peito apertado e uma boca que não sabe mais dizer o que sente. Visto um futuro que não sabe o que será pela frente. Então vivo inventando razões pra me convencer de que as palavras podem me fazer companhia e me contar algo desavisado de mim. Uma esperança como a porta de um labirinto que um dia entrei quando te conheci, e que hoje não desejo sair por mais que eu possa. Se o real dever da poesia é salvar os sonhos dos amantes, serei obrigado a me salvar pelo silêncio, ciente de que o Amor em nós dormiu, mas amou inteiro e se enfeitou dos dois quando desperto.


"Por que existe o ser e não antes o nada?" (Schelling)

3 comentários:

Mona Lisa disse...

Estamos cheios de ausências não é? Na minha sala, mais precisamente na minha mesa no escritório da empresa tem uma grande taça de vidro com muitas capsulas de poesias(vc deve saber da historia através do canto de um certo "colibri") e aleatóriamente tomo agora uma dose de Ana Jacomo "A qualquer distância, em qualquer instante, é possível abrirmos os olhos para dentro, sintonizar o coração e enviar um soriso de amor"
Trocando ausências por sorisos!!! =)

Bubuh dulce disse...

Lindo, simplismente dito tudo.

Juliana Lira disse...

Só agradecer.

Perfeiçao a gente só agradece...

Que lindo esses escritos, chorei. Fazia tempo que nao visitava nenhum blog. Ainda bem que aqui cheguei.

Obrigada!

Milhoes de beijos