Cabia a ela ser íntegra, ainda que por vezes se perdesse.
Cabia a ela ser inteira, ainda que o coração demais sofresse.
Cabia a ela ser una, ainda que seu sorriso todo chorasse.
Cabia a ela ser cura, ainda que por vezes (se) cortasse.
Cabia a ela ser chegada, ainda que todo dia ela partisse.
Sentia ela ser viva, ainda que pra sempre amanhã morresse.
Sabia ela do infinito, ainda que numa cabana ela morasse.
Sabia ela ter o céu, ainda que no chão amanhecesse.
Sabia ela ser escura, ainda que sombria ela não fosse.
Sabia ela bem sobre o Amor, ainda que por hoje esquecida;
Pois tudo isso era ofício da Alma:
Lembrar que o seu nome também era Vida.

10 comentários:
Gostei :)
Linda poesia! Parabéns! Abraços, Luciana Dimarzio
Doce Gui,
Encantador,
Bj
Nossa, que lindo!
A alma é a singularidade do que na vida é plural.
Cumpriu com louvor.
Bela poesia.
Olá
Amei seu espaço
Seguindo
Bjos
É maravilhoso o que escreveu em " Oficio ", que bom que pude ler e reler e reler e...
Gde abraço!
Nazira
Uau!!! De fato cabe à vida tantas coisas...
Que bom que foste "parar" no meu blog, pois assim pude fazer o caminho de volta para chegar até aqui, rs. Adorei seu comentário na minha última postagem, aliás foi bem mais que um simples comentário, foi uma poesia. Obrigada pela visita e pela participação especial.
Um abraço,
Kenia Araújo.
Bravo!
Sem palavras!
Um beijo.
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