Semeamos erro e queremos a flor mais bonita. Carregamos cacos e reclamamos doerem as mãos. Enfeitamos a Alma de medos e não entendemos doença. Ao Amor fecho os olhos e cego é o coração. Somos donos da casa mais vistosa de uma rua-sem-saída. Somos parte de um encontro que já espera despedida. Versamos na boca a liberdade mas vivemos mesmo é no porão. Um sufoco com porta que pra parede abre e uma esperança com escada que pro teto leva. Quando soube homem o seu porão ser apenas sonho ruim, gaiola virou ninho, corrente virou caminho, farpas e pedras, flores do jardim. E que por lá moravam três ventos, quatro lágrimas, duas promessas e um só pé-de-sol; que ao florescer de luz inundou riacho que arrastou tristezas, e abriu com força janela da casa espantando sombras que por lá dormiam presas.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
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6 comentários:
"Versamos na boca a liberdade mas vivemos mesmo é no porão."
Muito bonito...
Visitarei mais vezes.^^
Abç
"Semeamos erro e queremos a flor mais bonita. Carregamos cacos e reclamamos doerem as mãos. Enfeitamos a Alma de medos e não entendemos doença. Ao Amor fecho os olhos e cego é o coração"
Perfeição! Só posso dizer o seguinte: Que a luz continue brilhando aí dentro. E que suas mãos continuem conduzindo as palavras. Assim...
Beijos
Nossa , parabéns...lindo texto....
Emocionada...
Abraço
Gostei.
Vou refletir um bom tempo sobre as suas palavras.
É bem verdade que andamos a esvaziar o que de mais precioso temos... o nosso íntimo!
... aquilo que mais devíamos preservar!
A foto é extremamente sugestiva.
uau!
acordar e encontrar esta pérola..
não tem como não chorar...
tão verdade...
bjs.Sol
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