quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sobre gravetos e chinelas...

Após laços desbotados e desencontros tantos; por acaso se encontraram. Universos tão diferentes a somar suas diferenças em resultados de bem-querer a olhos vistos, ainda que ela não enxergasse lá muito bem. Apaixonaram-se perdidamente onde ganhavam o pão; ainda que não comessem carne. Trabalho se fez palco de carinhos e confissões que, entre desejos e planos, confessavam também cansaço de capítulos passados e páginas rasgadas a sufocar liberdade dos momentos já escritos. E por amargarem suas tristezas, hoje, faziam dos seus bilhetes, pétalas deixadas na mesa, entre pastas e bombons, memorandos e suspiros, versos e papéis do trabalho que os uniam no expediente do coração. E pela cumplicidade de suas histórias; tendo os dois caminhado entre muitos gravetos a sangrar passos passados, usavam agora as mesmas chinelas, a descansar seus pés e abraços cansados da caminhada torta. Queriam a mesma leveza. Ela era doçura que tocava sua boca; ele poema a tecer sua esperança. Amizade e faíscas na identidade dos sonhos e na intensidade das agendas; buscando assim os mesmos compromissos. Cheirosa de Alma, queria ele perfumar sua vida inteira...

Um comentário:

Cibele disse...

Lindo Gui!
Bj
Cibele.