Os olhos piscavam rápido. Respiração era atropelo. Ansiedade era cúmplice de procura qualquer por alívio que a fizesse encontrar, ou simplesmente esquecer. E entre palavras e enganos, suspiros, desencantos, sonhos e tortos planos, percebeu ela que havia algo além das longas conversas de adocicados nadas, copos meio cheios, intenções todas vazias e convites para festas de fim de semana. A vida acontecia além do amanhã, no aqui, que cobrava sua atenção, e no agora, que gritava intensidade decifrando-a nos encontros e momentos que lhe brindavam olhos fechados; e no silêncio a sussurrar suas verdades e denunciar seus sentimentos. Eram instantes de vontades, mergulhos e desejos que traçavam seus caminhos e seu próprio rosto. Sentiu que aconchego não era questão de quando e nem de sonhos. Desenhou o seu presente se tornando parte dele. Cuidou bem das sementes sem esperar por flor. O desapego das suas respostas calavam suas perguntas e esperas; era então chave da sua liberdade a ecoar pela sua vida inteira.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
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2 comentários:
Coisa linda esse blog e essas palavras.
Amei a foto da árvore ao sol ali do lado. Posso copiá-la? Adoro árvores.
Tô seguindo. Se puder passa no meu e segue:
http://leilakruger.blogspot.com
Bjo!
E quem sabe abrir mão de todo resto?
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