sábado, 15 de outubro de 2011

Futuro do pretérito...

Eu queria saber o que escrever enquanto você se ocupa com a vida que pede tua presença e nem desconfia das minhas vontades. Eu queria saber o que dizer a você que transbordasse carinho e gratidão; saber dizer alguma coisa e qualquer coisa que pudesse te acolher e te embalar, e que esse querer pudesse olhar nos teus olhos com sorriso de fazer o céu mais azul. Eu queria saber você, saber mais perto, pra poder me fazer todo presença, com tudo o que sou, fazer poesia com a boca, fazer silêncio com os olhos e com as mãos dizer qualquer coisa de cafuné. Saber você sorrindo, tomando café-da-manhã comigo, conversando sobre qualquer coisa que seja bom pra nós. Eu queria ser promessa, ser canção, paixão, mel, biscoito, tinta, papel. Ser todo entregue à tua vida seria o único jeito em que poderia agradecer. Queria ser qualquer palavra que se ache no dicionário de bom e bonito que pudesse combinar com teu nome. Apesar dos pesares e da distância, das saudades, tristezas e do desânimo que às vezes se assomam e nos assombram como se pudessem ser hóspedes da nossa casa, queria dizer que você pode descansar em mim e se acolher; e se derramar; que serei ouvido, olhos, colo, paisagem, cheirinho, massagem e que também quero envolver você em bolinhas azuis de tranquilidade. Eu queria saber confessar minha história, minhas doçuras e amargos, enlaçar você pra mais perto e não te fazer correr nem se assustar com espinhos de flor que só querem perfumar. Porque eu quero te fazer mais leve, mais suave, mais plena; levar teu coração pra passear, segurar tuas mãos, fazer graça e sonhar acordado, fazendo você respirar macio. Eu queria ser mais do que sou, porque contigo ser menos não dá. E você me merece por inteiro. Porque nós merecemos o inteiro. Eu queria poder contar aquilo que sua Alma bem conhece mas que por hoje esqueceu; contar aquilo que não cabe no poema mas que se lê nas conchas do mar, nas cestas de flores, na cadeira de balanço, no perdão e no abraço. Qualquer coisa que te fizesse entender o meu Amor.

"Levai tudo: o brilho fácil das pratas, o acre toque das sedas. Deixai só a incomensurável memória das labaredas". (A.M. Pires Cabral)

8 comentários:

Alê disse...

não posso ficar olhando as atualizações...

Me distrai... Fico aqui lendo, viajando,


bjkas

Rafaelle Melo. disse...

Em um mundo em que as pessoas se dão pela metade, é bonito contemplar alguém doando-se inteiro.
De tão inteiro te vi transbordar nas linhas!

Lindo e sincero teu texto.
Beijo meu!

Solange disse...

não há quem resista a tamanho amor!!

bjs.Sol

Wissy disse...

Poeta, seu texto tocou meu íntimo. Eu quero muito do que o senhor declarou querer também. Fiquei tão encantada com as linhas iniciais desse seu querer que me transportei pra sua poesia e ela também em mim entrou... Só que a leitura foi tão intensa que assim que acabei de me deliciar com seu texto e fui olhar uma outra página na web que possui a parte do fundo de cor clara, fiquei tonta e com a vista embassada por conta de seu blog ter uma cor escura demais... Fica aqui registrado meu pedido-sugestão...
Quero poder voltar mais vezes, poeta.

Abraços.

segunda flor disse...

Lindo demais!
beijos floridos.
***

Agno..., disse...

"Eu queria ser mais do que sou, porque contigo ser menos não dá." a poesia da entrega e dovoção!!!

Patrícia Rocha disse...

Poeta

Passando por aqui, para encontrar paz nas tuas palavras! E encontrei =)

Beijos

Carol disse...

Li, reli e li novamente. E achei que era quase obrigação vir aqui e comentar algo, ainda que bobo, talvez. Texto lindo, nas 3 vezes q o li consegui enxergar, em cada leitura, mais alguma semelhança e boniteza nele.