quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Farpas e conchas...

Parece que longe da Ilha, ela é mais feliz. Mas por quê me parece isso se a tempestade que a assusta, não tem culpa o meu canto? Construo bonita cabana e é a farpa que lhe encontra; na areia em que desenho meu amor, é a concha que lhe corta. E remando contra a Ilha, em jangada frágil de boicote, parece querer voltar. É saudade, o mar que a circunda? É solidão as velas içadas? Naufraga dentro de si a ideia de que a Ilha, em verdade é porto seguro? Não se encontram ameaças na plenitude dos mistérios frondosos que a enfeitam. Cuido dos pastos com esperança. Convido-a ao regresso com a luz do farol. Carinho é trilha. Talvez não enxergue com medo de que as cores confudam, ou a promessa de herdar tal terra a sufoque. Ainda que o único desafio seja a semeadura interior de paz diante do reino que lhe entrego, coberto pelo manto estrelado do céu. Não há riscos, nesta Ilha de um homem só...

(Guilherme C. Antunes, vulgo "eu", em 27.09.10)

3 comentários:

Solange disse...

não há risco algum...
onde há amor, as cores pintam as dores..
e a própria companhia é eterna..

bjs.Sol

Alê disse...

Gui,

Eu sempre fico pasma aqui,


Bjkas

Clara disse...

Pois é Guilherme,não sabia de quem era,aí só coloquei entre aspas...mto bonito seu texto,parabéns (: