sexta-feira, 29 de julho de 2011

Silêncio...

Guardei sorrisos a colorir o meu silêncio;
Olhos fechados a confessar encantamento;
Abraço meu que nos teus braços é doce alento; 
O teu encanto que nos meus olhos vê repouso;

E como loucos a sentir amor pulsante;
Distância nossa em que se impõe descabimento;
Na ausência tua o meu sentir se faz doente;
Paixão revolta que no teu cheiro eu me amanso;

Sinto, que somos fogo alimentados pelo vento;
Que teu perfume me embriaga como sempre;
Que te encontrei quando meu passo era descrente;
Que fortaleza é o teu quarto em que descanso;

Sei, que o nosso Amor pode caber num vão momento;
Em que costuro os amanhãs a cada instante;
Ou ser sublime a transcender eterno tempo;
Fazer do encontro de nós dois um só amante;

Teu corpo amado templo meu em que me encontro;
Nas curvas tuas sorvo o doce rio nascente;
Sopro desejos nas palavras em que invento;
Contemplo Amor ser meu e seu no sol distante;
.
.


"O senhor sabe o que o silêncio é?
 É a gente mesmo, demais". (Guimarães Rosa)

6 comentários:

Karla Tabalipa disse...

E você, pra variar, escrevendo lindamente! :)

Only Myself disse...

Tão lindo esse poema, ele me emocionou...
Um amor assim será que existe, tão puro, tão magico...
Vou seguir seu blog, e ver se essa pergunta se revelara nos seus próximos posts...
beijinhos
http://viverdefantaisa.blogspot.com

Ana Aitak disse...

Peguei carona nas palavras que vi aqui, pra expressar um pouco da poesia de Guimarães que também ressoou em mim, de outro modo.

Com licença, tá? Rs
Um abraço

Ana Aitak disse...

Obrigada pelos comentários poemas, Isso sim é privilégio. Receber palavras que inspiram mais e sempre.

:)

Solange disse...

as palavras dançam como uma valsa..
adorei..

bjs.Sol

Su lourencio disse...

Divino Gugli!