Amor dará. Amordaçar. Amor morrer. A morrer de amor. A calar dor com boca. A doer doçuras que não são tuas. Apagar lembranças que são todas minhas. A pagar o preço de querer você. A viver no vicio; a morrer no início, do teu partir. A me partir em um, porque não mais somos dois. E não sendo dois, sou nenhum. Logo, não estou. Tarde, não estive. Talvez, venha a estar, mas não agora. Talvez venha a ser, mas com demora. Quem sabe florescer, no jardim lá fora. Hoje vai chover desilusão. Vai varrer tudo o que for. Vai chover na escuridão. Vai fazer doer a dor. Adoecer. A dor e ser. Olhar e não querer me ver; esquecer das coisas que só eu sei fazer: ser, estar, permanecer, ficar, partir, morrer.
terça-feira, 14 de junho de 2011
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8 comentários:
Gui, muito a ver com meu último post. Tempestade aqui também (de verdade!).
BeijO*
está tão lindo...
emocionou-me.
bjs.Sol
E não sendo dois, sou nenhum.
Como é essa sensação, de quando não sendo dois, sentimos não ser nenhum, sentimos não ser ninnguém...
Lindo escrito!
Abraço Guilherme!
e olha que talvez nem com a morte morra...
=)
Existe coisa mais doce que morrer de amor?
Mas nao quero morrer de amor, quero viver de amor!!!
Beijoss
Olá Guilherme, são lindas e tranquilizantes suas postagens. Parabéns. Me fez muito bem lê-las.
Bjo
Sol
o que é pra ser nunca será do jeito que seria se você deixar que o hoje seja feito de amanhãs.
me afoguei hj em tua ilha Guilherme...
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