quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sobre a saudade...

Entre esquinas e bares e noites de amores; preces e cantos a aliviar minhas dores; perdas e ganhos, incensos e quartos, mantos e fardos, meses passados, ouros e bronzes, sinto saudades de ti. E distração minha é saber sentir saudades. Sinto-a por tão somente existir; por ser quem sou e por quem tenho a não-estar. Sinônimo de ainda existir o existido e querer que ainda exista. Sorte a minha sentir saudades que lhe pertencem; de que és dona, e não outra. Sinto-a por sentir; por saber quem sou e por quem quero a me amar. Sinônimo de partir  quem já (se) partiu e querer que ainda volte. Só pode sentir saudades quem existe, e tenho certeza; você também já existiu...

6 comentários:

Marly Bastos in "palavreados ao vento" disse...

Sentir saudade é de certa forma (re) viver. Que bom que é saudade dela que você sente!
Adorei seu texto
Beijos

Raquel Amarante disse...

Considero um dos melhores sentimentos!
Bjos querido!

Luciana Lís disse...

Piegasmente estou sem ter o que dizer.
Que a saudade é só nossa e não sabemos dizê-la por completo é verdade, mas vc a traduz bem perto de quem ama taaanto...!

Belíssimo texto!
Feliz saudades pra vc!
;)

Patrícia Rocha disse...

E como existiu...

Lindo post, como sempre :)

Beijos :**

Janaína disse...

Saudade eu sinto tanta que dói. Ainda assim não consigo pensar que ela seja ruim. Lembrar do que é bom não pode trazer mais dor que alegria.

asombradomar disse...

Guilherme,

não sei do que sente saudade... Sei que as vezes sinto de algo que nunca aconteceu.


um beijo

Cáh