segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ironia...

A vida é o que acontece entre dois nadas; entre cortinas que revelam as máscaras, os personagens e fantasias quando fora do palco. A vida é o que escorre entre seus dedos enquanto você se prepara e se planeja; e o que escapa das suas mãos enquanto você se pergunta o que ela é. Alternância de ruídos e silêncios que a permeiam e enfeitam, a vida tem isso de papel em branco, de livro não acabado, sempre com pitadas e rasgos de ironia; ela é história que a gente conta e inventa, através das ilusões e mentiras, verdades e mergulhos. E, seja quão ficcional ou real ela for, a história dependerá sempre da nossa dor, dos sorrisos e laços feitos e desfeitos, do nosso fôlego ou da falta dele. Enfim, a vida é aquilo que sejamos que ela seja. E o propósito; o seu desiderato, somos nós mesmos que compomos e desenhamos, através de quem somos e do que escolhemos, de dentro pra fora, sempre. A ironia são as escolhas e os personagens que ecoam no palco de todos nós.


"A vida é a infância da imortalidade." (Goethe)

7 comentários:

Alê disse...

E como é irônica a vida: um dia, do nada, sem explicação, ela acaba.

Juliana. disse...

Sim, essa irônica vida
cheia de altos e baixos
e nós, malabaristas!
Muito bom!

Michele P. disse...

Guilherme

Achei o link para o seu blog através do espaço da Carol (Desmondier).
Li alguns dos seus textos e gostei. Pareceram-me interessantes, maduros e reflexivos. Voltarei outras vezes.
O meu blog está com acesso restrito, mas caso queira ler, é só enviar um endereço de e-mail para que eu possa liberar o acesso.

michele_pupo@hotmail.com

Um abraço

Beatriz Araújo disse...

este texto está genial. estou sem palavras.

Cáh disse...

eu quero mesmo que alguém me explique sempre o que é a vida... das ironias eu já sei de cor.



Um beijo!

Contos da Joii disse...

Rs. A vida é mesmo assim. Erros e acertos, altos e baixos, verdades e mentiras, amores e desamores. Um brinde ao acaso. Um brinde ao que deu certo, ao que não deu em nada. Um brinde ao caminho incerto, à pessoa errada. Um brinde à tudo que acontece, um brinde ao que nunca vai acontecer. Tudo que mudou, e a tudo que nunca vai mudar. Se não fossem os erros, não haveria aprendizado. Ironia...

Karla Tabalipa disse...

Gostei do blog, moço! Escreves lindamente! ;)