Ela voltou a mentir, ele voltou a pecar. Ele voltou a sorrir, ela voltou a chorar. Ela voltou a fugir, ele voltou a ficar... com a alma leve de pés no chão e assim, voltou a voar, pois todo fim é recomeço. O apagado ficou aceso. O que era reto e chato, ficou do avesso. A guerra virou sossego. Passear de mãos dadas com o coração. Lavar tristeza, água e sabão. Trocar presença por solidão. Assim, o certo ficou incerto; o longe se manteve perto. E o incerto, chato. Saudades morando ao lado. Aí, ela voltou a pedir, ele voltou a tentar. Ele voltou a vestir (a carapuça), ela voltou a brigar. E assim voltaram a ficar... com as almas soltas no espaço perdido. Voltaram a cair e a se machucar. Assim, o aceso se apagou. O reto de vez se entortou. A paz cessou, no horizonte que se apertou. E sem saída, constataram: Todo fim é fim mesmo.
domingo, 24 de abril de 2011
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10 comentários:
"...E sem saída, constataram: Todo fim é fim mesmo." Perfeito!
Os poetas não mentem
Suas verdades inventadas
São provenientes das dores
Que só os poetas sentem.
nossa! amei o texto
beijos
likehappydream.blogspot.com
ps: adorei seu blog, já to seguindo
muito bom!
me encontrei..nesse texto!
parabénsss...ja sou sua seguidora!
até breve...beijo!
Nossa! Amei o post, o blog... tudo!
Já estou seguindo, e daqui não saio mais :)
Beijos Lunáticos :**
http://patriciarcassimiro.blogspot.com/
ahhh Guilherme!
Devia ter dito isso antes, vai que meu coração pudesse aprender mais depressa?
É.Concordo..
Também acho que todo fim é fim..
Ando com problemas de encerramentos..
beijos meus pra vc..
sigo conhecendo ..
O fim. Como ele consegue causar em nós a vontade de saber o que acontece depois ou o que aconteceria se....
Muito bom,jogatina rápida e profunda.
Que jogo de palavras mais lindo foi esse? Fiquei com um sorriso bobo no rosto, de verdade. ^^
Seguindo você.
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