quarta-feira, 30 de junho de 2010

Estudo dos Chakras (parte I)...

"(...) À medida que nos familiarizamos com o sistema de chakras, percebendo como eles refletem o ciclo natural de amadurecimento, torna-se possível trabalhar com esse sistema como uma forma de estudarmos a nós mesmos e, de percebermos em que áreas de nossas vidas provavelmente surgirão os desafios.

O amadurecimento a que me referi anteriormente está subdivido em sete níveis os quais também refletem as sete questões básicas que surgem nas situações que enfrentamos em nossas vidas diárias, pelo fato de nossa estrutura de vida tridimensional, ser composta por sete dimensões vibratórias em perfeita correspondência com os diversos planos de vida do Cosmo. Bem, antes então de entrar diretamente no assunto, apenas para facilitar o entendimento a quem chega ao assunto pela primeira vez, utilizarei como exemplo para fins de compreensão sobre o funcionamento de cada chakra, um cenário muito comum a todos, se não na vida real, ao menos em filmes e novelas, que é uma reunião de negócios, portanto, imagine-se nessa reunião...

Ao entrar na sala de reuniões, você instintivamente a examina nitidamente para ter idéia das condições físicas do local, inclusive para ver onde é melhor sentar para ficar mais a vontade. Essa é uma questão do primeiro chakra, ou chakra básico, que é ligado à nossa segurança física e à nossa proteção.

A seguir você avalia o material que preparou e o seu relacionamento com as pessoas presentes. Você percebe onde as lutas de poder provavelmente ocorrerão e com quem. Essa é a energia de controle e do poder em relacionamentos e assuntos materiais do segundo chakra, ou chakra umbilical.

Em terceiro lugar, você se prepara para apresentar seus dados ou defender sua posição. Reúne todo o seu poder e concentra-se para não perder o seu controle interno ou, se conscientiza de que se sente intimidado pela circunstância. Em ambos os casos, esse é o processo de avaliação do terceiro chakra, ou chakra do plexo solar, relacionado ao seu poder pessoal.

Em quarto lugar, você traz suas emoções para a situação, junto com a sua necessidade pessoal de aceitação e de apreciação. Essa é uma influência do quarto chakra, ou chakra cardíaco.

Nesse momento, você vai querer modificar a situação, fazendo com que sua presença seja notada e impor, até certo ponto, a sua própria vontade durante a reunião. Você certamente vai querer contribuir com sua energia e essa é a energia do quinto chakra, ou chakra laríngeo.

Nesse ponto da reunião, suas idéias serão naturalmente avaliadas e essa é a energia do sexto chakra, ou chakra frontal.

Ao sair da reunião, automaticamente você irá avaliar o seu desempenho, sabendo de uma forma ou de outra, que todas as decisões que você tomou afetaram o todo, pessoal e profissionalmente. Essa é a energia do sétimo chakra, ou chakra coronário.

O ciclo dos sete chakras principais se repete constantemente nas nossas vidas, em cada uma das situações e relacionamentos da nossa vida. Sendo assim, onde quer que você sinta uma dificuldade, reveja o sistema dos chakras em sua seqüência de questões e localize onde você se sente bloqueado. Então trabalhe o bloqueio para se fortalecer. Essa é uma forma de medicina preventiva altamente eficaz.

Em breve, o conhecimento do sistema energético humano irá finalmente se fundir à medicina ocidental. Isso até já acontece em pequenas doses, mas à medida que comecemos a conhecer mais sobre nosso mental, este conhecimento terá que ser incorporado à nossa compreensão de como são criadas a doença e a saúde.

Passemos então aos chakras. Eles são os tradutores de nossas memórias pretéritas, na verdade os portais interdimensionais que nos permitem ter acesso à energia necessária para vivermos nossas experiências de vida. Eles funcionam como órgãos, por onde entra e é dispensada pela sua superfície, a energia vital vinda dos nossos corpos sutis. Energia essa que é harmonizada e distribuída ao corpo físico, através das diversas glândulas endócrinas. A livre fluência de energia nos chakras garante um bom fluxo de energia vital, propiciando saúde.

A palavra chakra é um termo sânscrito que significa roda, pelo fato dos chakras serem vistos por quem consegue enxergar energias sutis, como rodas de luz girando. Os chakras são estruturas energéticas oriundas de fontes superiores. São centros de força, verdadeiros vórtices, por onde os dinâmicos campos magnéticos da personalidade espiritual se ligam ao físico. Tem aparência de flores girando constantemente. Eles têm cerca de 15 cm de diâmetro e se localizam a aproximadamente 2,5 cm do nosso corpo físico.

Eles são órgãos que pertencem à fisiologia transcendental do espírito, enquanto vivendo como ser humano, cujas forças quando ativamente animadas, recebem contínuos fluxos de energias cósmicas e outras exteriores ao corpo, emanadas da natureza, tratando-se de uma espécie de transformadores de voltagem, cujas energias depois de moduladas, especificamente, têm as suas peculiaridades, com velocidade autônoma rotativa, colorida, luz e frequência própria, conforme as necessidades e exigências orgânicas momentâneas do corpo físico ou do espírito humano.

Eles correspondem individualmente aos locais específicos dos plexos no corpo físico. O Corpo Astral, que os comanda, possui turbilhões, ou muitos vórtices, que servem de ligação à captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral que nos envolve externamente e, passa tudo à parte solidificada do astral em nosso corpo físico, os nervos, através do qual eles atuam.

Quanto aos nervos, é justamente o aglomerado deles no corpo físico que produz os plexos, que ativam e sustentam com mais intensidade estes vórtices; ao passo que no resto, no corpo astral, onde os nervos correm sem formar estes nós, apenas aparece na forma de aura simples, que ao chegar à altura dos plexos nervosos, irá girar com a sua intensidade específica, estabelecendo verdadeiros canais de redemoinhos de sucção, expulsão ou exaustão, segundo necessidade apresentada.

Na verdade, eles são tais como exaustores ou ventiladores que giram quando por eles passa o ar, os chakras, ao darem passagem à matéria astral, giram de dentro pra fora, ou de fora para dentro. A aparência dos chakras é de pequenos exaustores ou ventiladores, com suas pás ou pétalas, que giram incessantemente, a não ser que estejam enguiçados por mau uso ou sob ataque externo de obsessores ou mesmo por processos de magia negra, já que a corrente de ar que por elas passa é constante, enquanto vida houver. Qualquer anormalidade no ritmo ou harmonia de algum chakra resulta em perda de vitalidade e doença.

Um chakra desenvolvido é uma porta aberta para o plano astral, permitindo contatos com os espíritos desencarnados evoluídos ou não. No entanto, achamos que o desenvolvimento forçado, artificial, provocado conscientemente, é mais prejudicial do que benéfico, se não estivermos preparados.

Como a natureza não dá saltos, o Universo nos dará a ferramenta certa, na hora própria, para sermos seus instrumentos na construção de um mundo melhor. A principal finalidade do homem encarnado não é perceber nem atuar na quarta dimensão, normalmente tão imperfeita e falha como o plano físico tridimensional. Aqui viemos mesmo é para evoluirmos a outros planos superiores.

Quando o homem em espírito, diante de suas imperfeições, precisa e merece a reencarnação, em qualquer situação evolutiva, ele precisará primeiramente revestir-se de material astral, que posteriormente irá condensar-se na matéria. Mas isso constitui uma transição e não um estado próprio do homem, que antes de tudo é espírito, criado à imagem e semelhança de Deus, por ser uma centelha sua. Nesta ocasião os chakras serão abertos naturalmente, isto é, pela própria natureza fisiológica e orgânica, quanto ao físico e transcendental, quanto ao plano espiritual.

Se for o caso, o individuo por sua própria escolha, prova ou merecimento, ou até como mensageiro missionário, na terminologia corrente, poderá nascer com mediunidade acentuada e então precisará educar essa mediunidade, mas não como se diz comumente, desenvolve-la forçadamente quando não exista, o que somente irá perturbar e atrasar o seu progresso evolutivo.

Mas, voltando ao tema, os chakras se localizam no duplo etérico e são responsáveis pela recepção e distribuição das energias mentais, astrais e etéricas de acordo com a necessidade do ser. Os chakras que presidem atividades da vida espiritual, localizados na cabeça e outras partes superiores, têm velocidade superior aos chakras da vida vegetativa, que se encontram em partes inferiores do corpo. A atividade destes vórtices é aumentada pela evolução da pessoa ou por energia projetada de fora, especialmente para este fim. Provocada, a aceleração dos chakras corresponde a um desenvolvimento espiritual, com grande benefício para nós que acabamos por nos tornar mais vitalizados e ativos. Na medida em que sejam ativados os nossos chakras superiores, consecutivamente aumentam os nossos poderes psíquicos.

Os chakras são capazes de alterar nossos humores e comportamentos, pelas influências hormonais uma vez que estão intimamente ligados à estrutura celular e ao nosso sistema endócrino. A captação das energias alimentadoras dos chakras é efetivada, pela rede de finos canais de matéria energética sutil, chamados pelos iogues de nadis, que dão ao duplo etérico a aparência de uma grade colorida. Segundo os ensinamentos iogues, existem 72 mil nadis ou canais etéreos na anatomia sutil dos seres humanos. Os nadis são, portanto, os condutores da força vital de terapia vibratória. Dentre os 14 nadis maiores, três são de alcance fundamental: Sushumna, Pingala e Ida, sendo que todos os nadis estão subordinados ao canal central, Sushumna, do chakra básico para o chakra coronário. Esse canal central parece atravessar a coluna vertebral onde circula o líquido cérebro-espinhal. No ensinamento oriental, os nadis do corpo físico ou nadis grosseiros são as veias, as artérias e os nervos.

Enquanto não assimilarmos completamente todas as experiências tridimensionais, estaremos encarnando e desencarnando, ou seja, transformando a energia constantemente no jogo de materializar e desmaterializar. A morte e a vida física diferem apenas na forma de apresentação da energia. Diz-se que o espírito abandona a matéria deixando-a inerte, mas vale dizer, que a energia da matéria se transforma em energia de espírito novamente, voltando a realizar a tarefa de elevação de consciência depois que assimilou as experiências da vida física. Enquanto não esgotar todo o aprendizado do sistema ao qual está inserida, retorna por própria vontade e força de atração ao plano físico. Ou seja, a substância espiritual transforma-se outra vez em matéria densa.

A energia universal como já dito mais acima, através dos chakras se densifica quando desce para dentro de nossos corpos, utilizando-se dos nadis e transformando-se nos pontos e nos meridianos da acupuntura de forma que, todos os desequilíbrios somatizados no corpo físico podem ser detectados, através dos chakras antes mesmo deles começarem a existir, por Terapeutas que trabalhem com energia sutil.

Na medida em que os nossos chakras estejam constantemente equilibrados, os desequilíbrios em no corpo físico irão freqüentemente desaparecendo. Existe um laço de regeneração ocorrendo com essa energia, pois o corpo físico vive em função da energia absorvida através dos chakras e, cada um de nossos desequilíbrios se manifesta primeiro em um chakra e, posteriormente em nosso corpo físico.

Imaginemos um ferimento traumático, nesse caso, tanto o nosso corpo físico quanto os nossos chakras ficam simultaneamente desequilibrados. A cura física, seja em qualquer disfunção, ocorre muito mais rapidamente na medida em que nossos chakras sejam constantemente alinhados, depois do trauma físico. Por isso a importância de aliarmos ao tratamento através da Medicina Ocidental, o tratamento da anatomia sutil utilizando-nos das Terapias Vibracionais, para assim proporcionar mais rapidamente a cura do corpo físico.

O movimento dos chakras deve ser rítmico, constante e harmônico para que a energia circule plenamente e haja a perfeita integração entre nosso corpo físico e nosso Eu Superior. E faço aqui um apêndice quanto ao movimento dos chakras, porque eles sempre giram no sentido horário, nunca, portanto, no sentido anti-horário. Faço aqui essa ressalva porque infelizmente, há literatura que diga o contrário. Quando o alinhamento destes pontos acontece, o primeiro e o sétimo chakra sofrem uma inversão polar, dando origem à manifestação de uma outra dimensão de consciência-luz.

Finalizando, os chakras são consciências a serem vivenciadas. Eles não são tridimensionais, mas sim, perceptíveis de um ponto de vista tridimensional, por muitas pessoas que são capazes de vê-los e por mais pessoas ainda, que são capazes de senti-los. A instrumentação científica está até começando a registrar e a validar os chakras como um fenômeno real. O diagnóstico da saúde dos chakras pode ser feito através da cinesiologia, radiestesia, pêndulos, cristais e sensibilidade nas mãos.

Agora que chegamos ao final da abordagem sobre o significado principal dos chakras, começaremos a falar sobre cada um deles detalhadamente. Ressalvo apenas que era necessária toda essa explicação anterior, pois muitos de nós, para compreendermos melhor quem de fato somos, nos perdemos um pouco no que estudar, ficando por vezes com uma falsa concepção das coisas técnicas e, acabamos então nos apegando à espiritualidade, nos colocando a rezar, como se somente isso, ou seja, rezar sem mudar nosso comportamento, fosse suficiente para sermos aprovados em nossas provas de vida.

Os chakras dividem-se em três grupos: inferiores, médios e superiores, conforme a sua localização e finalidade e podem denominar-se respectivamente como fisiológicos, pessoais ou espirituais.

Embora nossa condição tridimensional de vida esteja ligada a sete chakras principais, existem na verdade milhares de chakras. Cada um deles é valioso e serve a diversas finalidades diferentes. Uma área, aliás, fascinante e especialmente rica em chakras concentra-se entre os chakras: frontal e o coronário. Os chakras dessa área servem à finalidade de misturarem-se no coronário, acerando assim a nossa ascensão espiritual.

A seguir, conheceremos um pouco sobre os 12 chakras que hoje em dia já se tornam conhecidos e, sobre alguns outros que sequer citados são por muitas literaturas.

Os primeiros sete chakras citados são os principais dessa nossa forma de vida e, estão localizados na frente do nosso corpo físico (sentimentos), com similares na parte posterior do nosso corpo (centros de vontade).

Em seguida, citarei os cinco chakras que ficam fora do nosso corpo físico, atingindo o décimo segundo, cerca de um metro e meio acima da nossa cabeça. Esses chakras possuem formas de energias necessárias para acessar estruturas interdimensionais. Eles favorecem a conexão com capacidades criativas, ainda inconscientes. Possuem forte ligação com o Corpo de Luz Divina, acessando diretamente o Eu Superior e a Consciência Divina, fonte de toda a vida. É através deles, que é possível densificar a energia de pura Luz Divina e canalizá-la para os corpos sutis. Eles existem, apesar de invisíveis e inacessíveis pelos sentidos tridimensionais. Conforme se eleva o padrão vibratório, é possível percebê-los, senti-los e interagir com eles." (J.C. Palermo)

(Continua...)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Idas e vindas...

"Em todas as idas e vindas, obscuramente eu sempre sabia: embora tudo mude, nada muda por que tudo permance aqui dentro, e fala comigo, e me segura no colo quando eu mesma não consigo sustentar.
E depois me solta de novo, para que eu volte a andar pelos meus próprios pés. A vida é mãe nem sempre carinhosa, mas tem uma vara de condão especial: o mistério com que embrulha todas as coisas, e algumas deixa invisíveis."
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(Lya Luft in: Secreta Mirada)

Insights... (II)

Você é um circuito de energia.
O circuito de energia que (é você) percorre seu corpo e também o mantém, são basicamente três energias distintas: Aquela físico-química absorvida pelo seu aparelho digestivo através dos alimentos; energia telúrica (vinda da Terra) e o prana ou Ki (energia vinda do Céu/Cosmos), estas últimas absorvidas em certa parte pela alimentação, pela respiração e principalmente pelos centros de energia, ou chakras espalhados por todo o corpo.

Cada energia (anímica, telúrica e prânica) tem uma modulagem/frequência diferentes que correspondem a natureza de cada uma delas mas que, interagem entre si e que alimentam e sustentam nosso(s) corpo(s) e os sistemas nele atuantes, seja fisiológico ou sutil.

Tal circuito percorre nosso corpo de forma determinada, onde esta forma ou caminho define a harmonia e o equilíbrio do sistema e do próprio circuito.

Sendo também os pensamentos, emoções e sentimentos energias em que, cada uma delas tem frequência específica, cada uma interage com este circuito de forma diferente. O medo tem frequência distinta da compaixão, por exemplo. Assim também como a alimentação equilibrada e uma respiração correta permite um melhor fluxo de energia daquelas mencionadas que reforçarão o circuito harmônico interior de cada um de nós.

Determinados pensamentos negativos (quando contínuos), medos e crenças vibram de tal maneira a alterar a vibração-padrão do circuito, alterando sua harmonia, seja diminuindo a vibração/frequência de todo o conjunto ou criando verdadeiros bloqueios no caminho harmônico da energia circulante, levando ao excesso dela em alguns pontos ou a ausência dela em outros. A doença seria então, a manifestação grosseira desta desarmonia energética em níveis sutis de vibração, além de um aviso para que retornemos ao pensamento, sentimento e modo de vida equilibrado.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Insights... (I)

A partir desta segunda - paralelamente ao começo das minhas férias - até o final desta semana, vou postar algumas palavras, dentre elas idéias, estudos e insights acerca do mundo sutil no qual estamos permeados. A literatura sobre energia, matéria, chakras, nadis, hara, bloqueios, doenças, sentimentos e outras milhares de coisas é bem extensa, mas ousei buscar sobre e escrever um pouco deste universo holístico, através do meu ponto de vista, do estudo, e da minha experiência. Sem mais delongas...
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Eu sou energia. Você é energia. E todo o restante, também. Só que em vibrações das mais diversas. Essas vibrações emprestam à Realidade diferentes aspectos, tais como: físico, concreto, sutil, líquido, gasoso, diáfano, etc. Aí nossa percepção "vê", ou melhor, "percebe" estes aspectos criados por cada vibração particular inerente às coisas em si.

Sendo assim, Você vibra.
Sendo assim também, você cria aspectos sutis dentro de você as quais você chama de emoções e sentimentos, também percebidos pela sua percepção. Tais aspectos sutis interiores e transitórios, ou melhor, estas emoções e sentimentos, variam de acordo com a sua vibração, com o quantum da sua energia no momento percebido. 

Essa percepção maior que vê e percebe a Realidade criada em seus aspectos mais ou menos sutis pode ser também chamada de consciência. A consciência é cônscia de si mesma e dos aspectos desta Realidade. A consciência percebe a percepção de si mesma e das demais coisas. Ora, me parece que, se a consciência percebe aspectos diferentes, ela não pode ser nenhum destes aspectos. Se, a consciência percebe emoções e sentimentos distintos, ela não pode ser nenhuma emoção e sentimento. Se, a consciência é cônscia do corpo físico e dos movimentos sutis interiores (estas tais emoções e sentimentos), ela me parece ir além destes movimentos. A parte não pode compreender o todo, logo, parece-me que a consciência vai além destas partes (aspectos)...

Você é um circuito de energia.

(Continua...)

Sairei...

"Sairei de mim mesmo,
Em busca das melodias
Esquecidas na memória.
Em busca dos instantes,
De total abandono e beleza.
Em busca dos milagres,
Ainda não acontecidos."
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(Vinicius)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quero que...

"Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo"
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(Drummond)

Um homem, um mito...

Poço...

"Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê."
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(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cuidar...

"O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho."

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(Anais Nin)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Te sei...

"Porque coração quando quer cicatrizar, faz doer. Dói tanto, tanto, que se multiplica e me toma por todos os lados. Me come pelas beiradas, pelas lembranças frescas, as mais bonitas e não eternizadas. Dói tanto, tanto, que se perde. Daí me vejo assim, toda coração. Do muito que sinto até o pouco que quero esquecer. Um fragmento, pedaço meu solto e perdido dentro de mim tentando ser seu de novo. Mal sabe ele que pouco te sei aqui dentro."
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(Priscila Rôde)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Musgo...

Um dia abandonaremos o conhecido, seja impulsionados por insatisfação, necessidade ou desejo. Em algum momento chegará o fim da inocência escolar, da proteção da casa dos pais, do conforto de um abraço, do calor de um beijo, de um casamento falido, do emprego insatisfatório, da vida. Querendo ou não, partiremos. É a única certeza verdadeira. A grande certeza.
 
Partir é essencial. Por mais que tenhamos consciência do que, de quem, nos cerca, os fatos, detalhes ínfimos e tão importantes, pessoas, lugares, cheiros, músicas, só se tornam especiais ao virarem história; a velha mania tão humana de valorizar apenas o perdido. Ou o vivido.

Partir é a coragem de abandonar o mapeado e rumar para o incógnito, sem trilha marcada nem estrada pavimentada. É curtir o nó no estômago diante no novo, essa paisagem tão bela e pouco apreciada.
 
Partir nos faz mais fortes, curiosos, atentos. Atiça os sentidos. Ficamos menos dependentes e nos livramos dos grilhões (para alguns, confortadores) do familiar. Partir causa movimento porque, assim como água parada apodrece, nós corremos o risco de virar rascunhos de nós mesmos ao acostumar com a estagnação. Nada é mais perigoso do que ficarmos satisfeitos com o medíocre.
 
Partir pode doer para quem fica, mas não mata. Ao contrário, cria infinitas e novas possibilidades de histórias a serem desenhadas com quaisquer cores (ou ausência delas para os mais melancólicos) numa folha em branco. Num futuro todo. Numa existência plena.
 
Viva cada história até o último detalhe, tome até a última gota de todos seus momentos porque não há nada mais reles do que abandonar a vida por covardia, esconder-se dela detrás de falsos motivos. Não há nada mais deprimente do que alguém que finge partir quando, na verdade, está fugindo. Furtar-se a viver plenamente com toda a dor, alegria, tristeza, desamores e paixões é o mesmo que não ter nascido.
 
Mas vá, se sentir que precisa ir. Vá, se o que o move é impossível de domar. Não deixe o medo paralisá-lo. Ignore os que não entendem, criticam, alertam, amedrontam porque esses, enquanto você segue seu faro, escrutina o desconhecido, permanecerão no mesmíssimo lugar. Criarão musgo, não sairão do decadente quarteirão da resignação—e isso sim é assustador.
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(Ailin Aleixo)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quase...

Quase é uma palavra estúpida, penso eu. A vida tão imensa abarca tanto, mas há certas nuances nela onde o quase não cabe sob hipótese nenhuma. Quase pode nos deixar pela metade. Impedir nossa inteireza. Nos empacar no meio do caminho. Quem quase consegue, não consegue. Quem quase morreu, vivo está. O quase não deixa a natureza de certas coisas seguir, ir adiante. Não nos tráz paz. Quem quase é feliz, não é feliz. Quem esbarra no quase se desvia do seu desiderato e da realização. Realizar é ir além. É se completar. É florescer. Há de se querer o todo, de se exigir o inteiro, e não a parte. Não há de se contentar com metade do que poderia ser. d´um esboço, d´um vislumbre. Quase verdade ainda é uma mentira. Quase tem sabor de indecisão. De meio cheio, meio vazio; meio grávida; meio honesto. Quase é ficar preso no meio da escada rolante. Ficar na semente, no ensaio, no rascunho. Carro que quase pega, não anda. Quem quase casou, ficou pra "titia". Quem quase caiu, ou deitou ou de pé está. E quase que consigo achar um final pra este texto...

Pra você...

Ah! Até que enfim!
Escrevi e guardei estas palavras para lhe dizer no momento certo!
Você já era por aqui esperada...
 
É.. é você mesma! Não consegue perceber que estas palavras foram escritas pra você, não é?! Por um acaso há mais alguém aqui além de nós?! Não.. há tão somente eu e você!
 
Talvez lhe pareça surreal, mas não é. É apenas sutil..
Aqui não cabe a lógica, por isso, abandone seus pré-conceitos.
Permita que o coração seja a ponte! A mensagem, o chamado! O amor, o convite!

Eu sei quem você é! E eu sei que você está aqui...
Tanto faz dizer que foi você quem me achou ou, fui eu quem achou você.
Aqui estamos! E não é mais uma questão de acreditar e sim, de saber.

Quero começar a lhe mostrar um novo desenho. Um novo horizonte. Abrir a janela de uma outra compreensão, diferente daquela velha pela qual você se habituou a ver.
Tempo e espaço não são assuntos do coração.

Por isso, as coincidências e acasos mais profundos são possíveis.
Por isso, aqui estamos nós!

Quero lhe dizer que não se preocupe, viu?!
Eu sei dos seus problemas e da tensão que lhe consome muitas vezes.
Conflitos silenciosos dentro dessa sua cabeça indecisa que, diante de tantos caminhos e possibilidades, tanto lhe faz hesitar e ainda assim escolher, mas envolta na dúvida de poder ter feito e escolhido diferente.

Eu sei do seu medo de ir além, de se entregar, de se permitir tantas coisas mais.
De sorrir mais, de querer e se sentir mais leve.
E eu sei de outras coisas que poderiam lhe fazer reconhecer ainda outras mais...

O que quero mesmo é lhe dizer que não se preocupe.
Porque todas as suas frustrações, mágoas, temores e indecisões irão inevitavelmente passar. E você permanecerá, além de todas elas. Você ficará.
 
Como você pode escolher outro caminho, sem a experiência vivida?
Outros caminhos serão o reflexo de outras e novas escolhas.
Outras escolhas serão reflexo do seu entendimento. Da sua nova compreensão.

Escolhendo novamente, não repetirá os mesmos erros. E viverá melhor.
Como você pode dar valor a luz, se não conheceu a escuridão?

Não percebe que aquilo que lhe incomoda, é o necessário hoje, para lhe dizer o amanhã?
A queda que lhe surpreende, fará com que você se torne forte.
E assim, você não mais cairá no mesmo buraco.
E como pode se levantar aquele que nunca caiu?
 
Sinta a harmonia ao seu redor. Aceite a manifestação da Existência na tua vida.
Abençoe o que vier, pois, TUDO lhe é útil, válido, precioso.
Não desperdice estas palavras que você mesma se permitiu entregar.
Um sorriso para iluminar o sofrimento que se extingue e a felicidade que retorna.
 
Obrigado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ranzinza...

"Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa a expressão "agregar valor".

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente o meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.

Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana mo fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.

Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?"
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(Lula Vieira)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O velho tema do eu e do outro...

"O outro nunca sabe direito o que é e representa para gente.
E a vida vai nos ensinando a sermos cada vez mais sozinhos, pelo acúmulo da não correspondência daqueles que nos significam algo, mas nunca souberam ou perceberam na exata medida. Ou preocupados em excesso com seus próprios problemas, nunca atenderam ao potencial de afeto que por eles ou para eles havia em nós, e foi se desgastando por desuso ou dispersão, já que não o souberam receber.
Às vezes a gente é esse outro. Aí o outro fica com seu gesto de amor à espera da gente.
Às vezes esse outro é mesmo o outro.Aí é a gente que fica com o próprio gesto de amor solto no ar à espera de aceitação, entendimento e correspondência.
Em ambos os casos, dói.
Mas isso já é outra crônica..."

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ação...

"Sem a curiosidade
que me move,
que me inquieta,
que me insere na busca,
não aprendo
nem ensino".
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(Paulo Freire)

Soluções...

"Duvidar de tudo ou crer em tudo são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas, de refletir." (Henri Poincaré)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Erótica...

O momento em que estamos juntos é interminável...
Nossos corpos estão tão unidos que posso sentir as batidas do seu coração.
Nossa respiração confunde-se com a do outro...
Nossos movimentos são sincronizados...



Indo e voltando...
Para frente e para trás...
Às vezes pára, e então, quando nos cansamos da mesma posição, nos esforçamos para mudar, mesmo que seja só por pouco tempo.



O suor de nossos corpos começa a fluir sem nada que possamos fazer.
Um calor enorme parece que nos fará desmaiar...
Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro e, quando não agüentamos mais segurar...



Uma voz ecoa em nossos ouvidos:



" Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Alvo...

"Todos os homens procuram ser felizes, não há exceção. Por mais diferentes que sejam os meios que empregam, tendem todos a este fim. O que leva uns a irem para a guerra e outros a não irem é esse mesmo desejo que está em todos, acompanhado de diferentes pontos de vista. Esse é o motivo de todas as ações de todos os homens, até mesmo dos que vão enforcar-se." (Pascal)

Ironia...

"Eu adoro cheiro de maçã do amor.

Mas detesto o gosto.
A casca é tão doce, tão doce, que a maçã fica amarga.

Deve ser por isso que chamam de maçã do amor.
Afinal, irônica é a natureza humana."
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(Jojó da Babá)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Decreto...

Tomei esta última noite de sono como despertar, ao ouvir o canto da luz escondido nas lágrimas pesadas que me contaram conquistas esquecidas da Alma...

...lembranças de quando seguia minhas próprias pregações. Ouvia o coração em era distante. Seus conselhos eram verdade. Sua história, real. Era, quando em mim, me bastava até na falta. O pouco era muito. O suspiro, sorriso. Quando a dúvida apenas instigava o adiante.  O olhar era inocente. Quando de tanto colher, podia doar; mão e manto tocando a todos. Altura era casa.

Quais belos laços escolhi para tecer pontes e me prender em meus espelhos outros? Quais contratos assinei vendendo minha paz em troca de maus entendidos? Me distrai nos seus nós. Fitei demais as entrelinhas.

Hoje, decreto a busca de mim! Vou-me embora pra mais perto, pra mais dentro. Cansei do meu personagem de mendigo, da minha fantasia de pedra. Declamo com urgência versos esquecidos de solitude. Declaro de volta, meu reinado esquecido!

Assumo toda a responsabilidade de me contar do gosto amargo; de descansar longe do sol a pino. De mudar as velas. De remar, ou até abandonar o barco. Inteireza no caminho, firmeza nas pegadas.

Abandono os papéis por mim escritos e máscaras por mim aceitas. Desabafo a alma abafada pelas distrações. Restauro o destemor. E me permitirei mudar porque já mudei...
... e ainda vou mudar.

A maneira como você vive...

Felicidade é a natureza do homem. Você não precisa se preocupar absolutamente sobre a felicidade, ela já está presente. Ela está em seu coração – você só precisa parar de ser infeliz, você precisa parar o funcionamento do mecanismo que cria a infelicidade.

Contudo, ninguém parece estar preparado para isso. As pessoas dizem, “Quero a felicidade”. Isso é como se você dissesse, ‘Eu quero saúde’ – e você continua se apegando a sua doença e você não permite a doença ir embora. Se o doutor prescreve o remédio, você o joga fora; você nunca segue nenhuma receita. Você nunca vai para um passeio matinal, você nunca vai nadar, você nunca vai correr na praia, você nunca pratica qualquer exercício. Você continua comendo obsessivamente, você continua destruindo sua saúde – e continuamente você segue perguntando onde encontrar saúde. Mas você não muda o mecanismo que cria a enfermidade.

Saúde não alguma coisa a ser alcançada em algum lugar, ela não é um objeto.

Saúde é um jeito de viver totalmente diferente. A maneira que você está vivendo cria enfermidade, a maneira que você está vivendo cria miséria.

Por exemplo, as pessoas chegam para mim e dizem que gostariam de ser felizes, mas eles não podem abandonar seus ciúmes. Se você não pode abandonar seu ciúme, o amor nunca irá crescer – as ervas daninhas do ciúme destruirá a rosa do amor. E quando o amor não cresce, você não pode ser feliz. Porque quem pode ser feliz sem o amor crescer? A menos que essa rosa floresça em você, a menos que essa fragrância seja liberada, você não pode ser feliz.

Agora as pessoas querem felicidade – mas apenas por querer, você não pode obtê-la. Querer não é o bastante. Você terá que penetrar no fenômeno da sua miséria, como você a cria – como em primeiro lugar você se tornou miserável, como você continua se tornando miserável a cada dia – qual é a sua técnica?

Porque felicidade é um fenômeno natural – se alguém está feliz não há nenhuma habilidade nisso, se alguém está feliz, não necessita de nenhum talento para ser feliz.

Os animais são felizes, as árvores são felizes, os pássaros são felizes. Toda a existência é feliz, exceto o homem. Somente o homem é tão engenhoso para criar infelicidade – ninguém mais parece ser tão talentoso. Portanto, quando você está feliz, isso é simples, é inocente, não é nada para se gabar. Mas quando você está infeliz, você está fazendo grandes coisas a si mesmo; você está fazendo algo realmente difícil.
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(Osho)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dia...

'de manhã escureço
de dia tardo
de tarde anoiteço
de noite ardo.'
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(Vinícius de Moraes)

Corre, ve y dile...


(Ojos de brujo)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pelo em Ovo...

"Um mestre zen descansava com seu discípulo. A certa altura, tirou um melão do seu alforje e o dividiu em dois, e ambos começaram a comê-lo.

No meio da refeição, o discípulo comentou: "Meu sábio Mestre. Sei que tudo que você faz tem um sentido. Dividir este melão comigo talvez seja um sinal de que tem algo a compartilhar e me ensinar."

E o mestre nada disse...

"Pelo seu silêncio, entendo a pergunta oculta" insistiu o discípulo.

"O gosto que experimento agora estaria onde: no melão ou em minha língua?"

O mestre não disse nada e o discípulo prosseguiu:

"E como tudo na vida tem um sentido, penso que estou perto da resposta: o gosto é um ato de amor e interdependência entre os dois, porque sem o melão não haveria um objeto de prazer, e sem a língua..."

"Basta!!!", disse o Mestre.

"Os mais tolos são aqueles que se julgam os mais inteligentes e buscam uma interpretação pra tudo! O melão é gostoso, isto é suficiente! Deixe-me comê-lo tranquilamente!"

Exatidão...

"Um mais um será sempre igual a dois. Um menos um, zero. A morte é matemática. A vida, não. A vida é delicada e inexata. É pra quem sabe brincar de poesia". (C. Guerra)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não dá pra não saber...

O mundo é feito por quem evita dizer não sei. E, se diz, faz logo alguma coisa pra ficar sabendo.
Fernando Pessoa provavelmente não se contentava em tomar vinho do Porto no boteco e concluir que "a vida é complicada, então é melhor continuar aqui e ver a banda passar". Galileu não devia ser um bundão que olhava o céu e se consolava: "Sei lá como é essa porcaria".
Não se faz nada nesta vida com não sei: nem estações espaciais, nem sexo. Nada.

Se os Homens tem que ter resposta pra tudo? De maneira alguma. Existem perguntas para as quais não sei é o veredicto mais adequado: quem somos? Para onde vamos? Deus existe? Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Mas, se ela o olhar daquele jeito que as mulheres olham quando querem uma resposta direta e clara e perguntar: "Eu devo insistir em nós dois ou ir embora agora?", não sei é a maior idiotice que você pode dizer. Quase nada consegue ser tão ruim quanto não fazer diferença, ainda mais quando quem está na sua frente faz. E muita.

Nessas duas inofensivas palavras há um mundo de sentimentos não compartilhados pelo questionado, e mata ignorar se eles são, mesmo minimamente, direcionados ao questionador. É um breu emocional que não sabemos se nos jogamos no Rio Pinheiros ou nas águas de Bonito, e o outro não faz a mínima questão de esclarecer.

É péssimo ficar boiando, sem saber que esperar, pensar, fazer. Sem saber se é melhor dar no pé ou tacar fulaninha na parede e chamar de lagartixa. Sem saber se o envolvimento foi um tremendo desperdício de tempo e energia ou algo digno de pensamentos ao decorrer do dia. E sabe por quê não sei é tão odioso? Porque não dá pra não saber. Ou se quer ou não. Se deseja ou não. Assim como você não fica em dúvida quando alguém te pergunta se você gosta de chocolate, cachorro ou empinar pipa. É sim ou não. Maniqueísmo puro.

Imaturo e volúvel

Não sei é argumento de gente imatura demais pra arcar com as consequências do sim e muito medrosa pra dizer não. Dizer não sei àquela criatura é deixá-la à mercê de sua volubilidade, mantendo-a sob o jugo do "mistério" que, na maior parte das vezes, é somente uma atroz incapacidade de lidar com as pessoas.

Se não podemos ficar confusos com relação a sentimentos? Sim, é claro. Mas mesmo no meio da confusão vislumbramos pra qual lado nos inclinamos, notamos se tendemos a resolver a questão ou se preferimos dar um tapa e enviá-la a Júpiter. Enfim, sabemos. Porém é necessária uma boa dose de coragem e maturidade no ato da decisão porque cada opção é, em si, uma negativa perante o mar de outros possíveis caminhos.

Decidir é ultrapassar a infantil fantasia de que podemos ter tudo, sempre, ao mesmo tempo; é a humildade de reconhecer que vovó não estava gagá quando dizia que "quem tudo quer, nada tem". Já passei da idade dos joguinhos adolescentes "estou a fim de você mas não conto porque é sua obrigação sacar". Se quero alguém, informo. É tão mais fácil e saudável. Claro que já ouvi não. Tudo bem, ninguém é obrigado a cair de amores por mim. Mas, na boa, prefiro um não proferido nas fuças que um não sei pairando no ar. Um chega-pra-lá pelo menos é uma definição: então posso pegar meu barquinho, sem culpa nem "serás" e, sair remando em busca de portos mais acolhedores. Vou embora e, apesar de ter sofrido, levo a certeza de que o melhor da vida é estar com quem sabe bem que me quer.
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(Ailin Aleixo)