segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O encontro...

(...) e foi então que ele a notou; e depois que a viu, passou ali nada mais notar. Entre todas se destoava. Entre tudo se sobressaía. Teria a sorte lhe aprontado assim, tanto? Sem ensaio, sem dar aviso algum de sua visita? Ela estava ali, toda para ele; e delicada, veio perto com sorriso de salvar a gente da tristeza, com perfume de se levar aos campos mais bonitos. Arrebatado, lia todos seus movimentos em tons de encanto e mais fácil se apaixonava. Pensou no que dizer, mas não disse nada. Aliás, disse sim, ao respondê-la sem prestar atenção nas próprias palavras e na pergunta solicita dela. Sem também perceber que hoje, e tão somente hoje ela atenderia a todos os seus pedidos. Ignorou saber pelo turvo fáscinio exercido que aqueles vivos olhos castanhos a decifrar suas vontades e sua doce gentileza, eram apenas truques para conseguir o seu intento. Vender. Ela era definitivamente o seu número. O da sua camisa. E assim se enganou. Às vésperas do Natal, voltaria para trocar.

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