quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Telha...

(...) A forte chuva que caía cantava o teu nome ao encontrar velhas telhas de sua pequena casa, no dia cinza em que habitava. Inundava a rua de lembranças tuas. O aroma do café torrado que fazia lhe era substituto fraco do cheiro da tua pele. Perfume e sorriso tornaram-se retalhos em sua memória. Costurava, assim, as suas dores. E eram as luzes do semáforo as únicas que agora coloriam sua vida, tornada preto e branco. Contava as horas no relógio a espera de não mais esperar lembrar. Pois era a solidão agora, sua companhia. Parceira de jogo que se ganha só.
Jogo de azar, por certo.

Nenhum comentário: