quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desejo...

"Viu o menino no dia do enterro do amigo supostamente comum aos dois. Apaixonou-se. Nunca mais viu aquele rosto, apenas lembrava-se dele em lágrimas doloridas supostamente comum aos dois. Começou matando Pedro, depois Raul: tinha esperança que o menino lindo aparecesse em outro enterro de defunto comum aos dois. Já havia matado a lista inteira de conhecidos que estava no enterro e ele não aparecia. Desesperada, louquinha de amor, mandou e-mails para todos os conhecidos avisando que se mataria às 14h do sábado - o enterro seria às 7h da manhã no domingo. Assim o fez. Nem ele e nem os amigos compareceram ao ato de piedade cristã".
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(Edney Santana)

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