sábado, 28 de agosto de 2010

Tudo...

"Tem dia de dores pressentidas, dias que avisam sobre cuidados , que sussurram ameaças de dores, dores e gelo. É sem explicação, é também sem motivos; eu sei de tudo isso, não precisa me dizer, mas eu sei também dos escondidos, do que se permitiu espiar pelas frestas e foi pego num vislumbre tétrico; nem sempre se vê bem na primeira vez, a nuance fica escondida e é pega pelo rabo do olho, encara a pupila, bota na retina uma face distorcida da realidade que achávamos imutável. Hoje é um dia de dores inventadas e adivinhadas. E eu gostava mais das primeiras frases, mesmo que a pontuação não estivesse correta, mesmo que o sentido real nunca tenha existido. Metade de nada é coisa nenhuma e pouco é menos da metade. Continuo querendo mais do que vem nos milagres. Continuo querendo um milagre. Continuo querendo mais. Continuo querendo tudo".
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2 comentários:

Uma mocinha não tão indefesa disse...

É preciso ter muita coragem para admitir que quer tudo, quando a maioria se vale do falso conformismo no melhor estilo "o que vier é lucro".

Fica aqui a perguntinha essencial: O que é "querer tudo?". É querer demais ou simplesmente não se contentar com pouco?

Tatinha disse...

Poxa, você conseguiu sintetizar em poucas palavras um sentimento de uma vida inteira. A minha vida.
Por ser horrivelmente intensa e romantica, sempre acho que o momento atual é unico e definitivo.
Alegre ou devastador... para sempre vai durar. Sabe como é?
O pior de tudo é que o alegre dura um tantinho de nada!
Gostei do que li por aqui.
Abraços.