quarta-feira, 9 de junho de 2010

Decreto...

Tomei esta última noite de sono como despertar, ao ouvir o canto da luz escondido nas lágrimas pesadas que me contaram conquistas esquecidas da Alma...

...lembranças de quando seguia minhas próprias pregações. Ouvia o coração em era distante. Seus conselhos eram verdade. Sua história, real. Era, quando em mim, me bastava até na falta. O pouco era muito. O suspiro, sorriso. Quando a dúvida apenas instigava o adiante.  O olhar era inocente. Quando de tanto colher, podia doar; mão e manto tocando a todos. Altura era casa.

Quais belos laços escolhi para tecer pontes e me prender em meus espelhos outros? Quais contratos assinei vendendo minha paz em troca de maus entendidos? Me distrai nos seus nós. Fitei demais as entrelinhas.

Hoje, decreto a busca de mim! Vou-me embora pra mais perto, pra mais dentro. Cansei do meu personagem de mendigo, da minha fantasia de pedra. Declamo com urgência versos esquecidos de solitude. Declaro de volta, meu reinado esquecido!

Assumo toda a responsabilidade de me contar do gosto amargo; de descansar longe do sol a pino. De mudar as velas. De remar, ou até abandonar o barco. Inteireza no caminho, firmeza nas pegadas.

Abandono os papéis por mim escritos e máscaras por mim aceitas. Desabafo a alma abafada pelas distrações. Restauro o destemor. E me permitirei mudar porque já mudei...
... e ainda vou mudar.

2 comentários:

Mel disse...

O seu canto tbm não deixa de ser aconchegante ! ;)

Alessandra disse...

adorei a crônica, adorei o blog, adorei tudo!
te seguindo, ok?
beijo ;*