terça-feira, 11 de maio de 2010

Na berma da estrada...


"(...) amo o ódio que sentes por mim. Amo o teu desprezo, o teu ciúme. Amo o quanto me empurras pra trás e para a frente como se fosse o pêndulo do teu próprio relógio. Se não havia barreiras nem obstáculos que me fizessem parar, agora existe uma fina ponta de corda que se parte a tentativa da nossa chegada. Eu recuo e tu avanças. A sorte encontra-se do meu lado e a ponte desabou. E tu, ficaste perdido no meio do nada. E eu, fiquei onde sempre estive, no sitio certo, na hora certa. Agora, passas por mim na berma da estrada e as lágrimas escorrem-te de saudade. Sofres por um amor que já não é correspondido? Lamento. Ontem tambem eu sofri. Agora queres-me; eu já não dependo de ti para (sobre)viver. Se ainda não percebeste que ja não significas nada, concentra-te nisto: tu PERDESTE-ME(!) e eu ESQUECI-TE(!)"

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(Cláudia Azevedo)

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