terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pudera eu...

"Ah! Pudera eu
empurrar o tempo
dissolver distâncias e silêncios,
acender a noite onde me deito
como uma pálpebra de luz
que adormece devagar.

Ah! Pudera eu
colher toda a luz
que o crepúsculo guarda no teu corpo
até que um sopro ancestral
irrompa das flautas matinais…

Ah! Pudera eu
abraçar as tuas palavras dentro das minhas,
tecer com elas a forma exacta do teu corpo,
adormecer o medo
na ternura dos teus olhos
para sentir o prazer
de caminhar nas brisas interditas,
que fazem as delícias de lábios sequiosos…"
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(Albino Santos)

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