terça-feira, 30 de junho de 2009

Trabalho...

"Eu dormi e achei que a vida era Alegria.
Acordei e descobri que a vida era Dever.
Cumpri meu dever e descobri que ele era Alegria".
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(Rabindranath Tagore)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

O que vale a pena?

.. ter razão ou ser feliz?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sou vasto...

Me contradigo?
Tudo bem, então
me contradigo;
Sou vasto, contenho multidões.
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(Walt Whitman), daqui

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Votos de submissao...

Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois plantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nehuma fotografia. Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)
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Fernanda Young

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quando o dique estoura...

Finais não precisam ser horríveis. É suficiente serem tristes.
Como termina um amor? Talvez não termine, somente mude para o terreno da amizade sem nos darmos conta. O carinho, o respeito, a vontade de dividir alegrias corriqueiras continuam a viver e nem sequer notamos que algo morreu. Não admitimos a possibilidade de o eterno não existir. Mas morreu algo quase imperceptível, que só notamos quando não está mais lá, entrelaçando as mãos.
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Insultos e traições não são necessários para que o amor termine. Alguns, os mais rudes, clamam pela destruição total, precisam do insuportável para divisar aquilo que um dia foi claro e luminoso transformou-se num lodaçal onde ambos se afogam, puxados pelo peso do rancor, pela negativa em abandonar o navio, mesmo rodeados pelos destroços. Não é necessário exterminar tudo de belo para notar que as cores desbotaram e, apesar de ainda harmônicas, já não enchem os olhos de satisfação. A maior dor vem com a constatação de que só amor não basta - a tela que pintamos a quatro mãos pode continuar linda, mas foi, imperceptivelmente, sendo esvaziada de significados e se transformou em algo que observo, mas do qual, tristemente, não faço parte.
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O espaço que o amor toma é muito grande; preenche tudo. No momento em que diminui (talvez não diminua, apenas sofra uma metamorfose: não acredito que o amor possa arrefecer, apenas se transforma em outra coisa, inominável) sentimos como se tivessem arrancado nosso fígado, nosso rim. Somos assolados pela convicção tão hesitante quanto lancinante de que não sobreviveremos à sensação de não termos mais porto, segurança, paz. A voz cálida ao telefone. Nos invade a certeza ainda mais cruel de que, depois dessa fissura, não poderemos levar isso adiante, não poderemos provocar mais dor nem infligi-la a nós mesmos. A certeza de que fomos lançados em alto-mar e já não nos cabe querer ou não - a realidade não precisa de nós.
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Então vem o assombro, a sensação de trairmos o outro por já não conseguirmos ser parte de dois, pela estranha e urgente necessidade de sermos um, sozinhos, de nos vermos despejados da visão carinhosa e complacente. "Perdi algo que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se tivesse perdido um terceiro apoio que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Esse terceiro apoio eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Sei que só com duas pernas é que posso caminhar, mas a ausência do apoio me faz aflita e me assusta, era ele que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, sem querer precisar me procurar." (Clarice Lispector)
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E será inútil esforçar-se para esquecer - tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes - mas não se pode contar comisso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade.
O único caminho é entregar-se à desorientação e ter fé, muita fé, de que e lanos leve a um lugar mais calmo, inabitado por nossa agonia e pelo medo de ficarmos sós.
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(Ailin Aleixo)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Você prefere a calma ou a intensidade no amor?

Cris e Pedro tinham acabado de sair do novo filme de Woody Allen, Vicky e Cristina. Não era um grande Woody Allen, mas Woody Allen é sempre Woody Allen. Mesmo quando faz um filme menor, vale a pena ver. As obras supremas de Woody Allen ficaram lá para trás. Annie Hall primeiro, depois Manhattan. (Pena que Mariel Hemingway, a garota inocente de Manhattan, tenha envelhecido. O tempo poderia ter parado para ela, para que jamais perdesse os olhos ensolaradamente sonhadores.) O último grande Woody Allen foi A Era do Rádio.
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Era mais ou menos isso que Pedro falava depois da sessão, enquanto se dirigiam à Lanchonete da Cidade para comer um sanduíche que leva o nome estranho de bombom.
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“O Contardo deu uma pancada na frase essencial da Scarlett”, disse Cris. Ela falava de Scarlett Johanson, que é a Cristina do filme. “Aquela em que ela afirma que não sabe o que quer, mas que tem clareza no que não quer. Vou te dar o artigo dele pra ler.”

“Qual o ponto dele?
“Ele disse que é uma coisa muito infantil. Quem diz que sabe o que não quer se fecha a novas experiências. Pra ele é uma frase covarde e medrosa.”
“Você concorda?”
“Vou te dizer. Aquela frase eu uso com muita freqüência. Eu sei o que não quero”, disse Cris.
“O filme trata exatamente disso”, disse Pedro. “Do medo. Se você tem que optar entre uma história de amor morna que te traga segurança ou uma paixão que te transporte ao céu e ao abismo, o que você faz?”
“Uma coisa morna, nem pensar”, disse Cris. “Sem intensidade você não tem nada no amor.”
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No filme, Javier Bardem é um pintor espanhol que vive em Barcelona e faz telas incompreensíveis, mas que desfruta de grande prestígio entre as mulheres. Vem de uma separação atormentada de Penélope Cruz, e está querendo levar para a cama Vicky e Cristina. São duas garotas americanas que foram passar as férias de verão em Barcelona, onde conhecem Javier, a cujo encanto sucumbem.
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Javier e Penélope são o símbolo da paixão neurótica. Não funciona. Vicky tem um noivo americano, Doug, um cara certinho e bem-sucedido, mas pelo qual ela não é apaixonada. Vicky e Doug representam a mornidão amorosa.

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A tempestade ou a calmaria, o que dá mais certo num caso de amor? É possível um amor ser intenso sem ser neurótico? Uma relação pode ser calma sem ser enfadonha? Esta a maior discussão que o filme traz.
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“Aquele beijo”, diz Cris.
Ela se referia ao comentado beijo de Penélope Cruz em Scarlett Johanson. As duas acabam formando um triângulo fracassado com o pintor.
“Achei forçado”, diz ela. “Elas não pareceram gostar de ter se beijado no filme.”
“Concordo. O triângulo ali parecia apenas marketing. Uma mulher ciumenta como a Penélope é no filme jamais aceitaria um triângulo amoroso. A mulher ciumenta morre se vê seu homem com outra mulher”, diz Pedro.
“Você, Pedro. Quem você preferiu, a Penélope ou a Scarlet?”
“A Penélope é muito exagerada. Sou mais a Scarlet.”
“Por que os homens são fascinados pelas loiras?”, disse Cris. “É uma coisa tão … tão infantil.”
“Não sou fascinado pelas loiras”, disse Pedro. “Só falei que prefiro a Scarlet à Penelope.”
“Pedro.”
“Cris.”
“Detesto coisas mornas.”
“Eu também.”
E então, estabelecido o pacto antigelo, dedicaram-se ao sanduíche glorioso da Lanchonete da Cidade.
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(Fábio Hernandez)

domingo, 21 de junho de 2009

Insensivel - 30 motivos para beber...

1. Se você não beber aquela cerveja, alguém mais o fará. E você não quer ser responsável por embriagar outro ser humano.

2. A indústria cervejeira emprega 1.7 milhões de pessoas e elas dependem do lucro da venda de cerveja para continuarem vivendo.

3. Esta pode ser a única noite em que sua alma gêmea irá entrar naquele bar.

4. Sem o seu brilhantismo e charme a vida dos garçons seria muito entediante.

5. O garçom depende da gorjeta para alimentar os filhos. Faça sua parte, ajude uma criança a comer bem.

6. O bar comprou cadeiras novas e você está empenhado em amaciá-las para os outros fregueses.

7. Pode apostar que em algum lugar do mundo, hoje é dia de comemorar alguma coisa..

8. Este universo é infinito e vastíssimo. Você é tão insignificante e pequeno que não vale a pena estar sóbrio.

9. Se você não beber, amanhã você acordará animado, cheio de energia e todo elétrico procurando o que fazer. Cara, você NÃO é um esquilo, então porque se comportar como um?.

10. Seus amigos não podem se divertir se você não for.

11. Seus amigos podem se divertir mais se você não for – e isso é injusto.

12. Você tem consciência social e quer ajudar o mendigo que cata latinhas vazias a poder melhorar de vida oferecendo a cota diária dele em apenas duas horas.

13. Alguém pode aparecer no bar te procurando. É melhor você estar lá.

14. Você está sob muito stress ultimamente e se não beber acabará cometendo algum ato impensável que somente sóbrios fariam.

15. Se você beber, um de seus amigos terá que ficar sóbrio para dirigir e assim você evita que ele se entregue ao péssimo hábito da bebida..

16. Você precisa ver se aquela garçonete nova é capaz de servir você tão rápido quanto a antiga.

17. Não tem nada interessante passando na tv (a não ser que sexo seja uma opção).

18. Se você não for ao bar acabará fazendo alguma tarefa em casa e não terá o que fazer amanhã de noite.

19. Você está sozinho em casa e ninguém irá aparecer ali com a cerveja.

20. Em uma experiência estatística você precisa descobrir quais são as
probabilidades de acordar novamente nu naquele quarto de hotel do outro lado da cidade.

21. Você teve um sonho no qual uma garrafa de cerveja te mostrava o sentido da vida. Vá verificar se é verdade.

22. Quando você for escrever sua biografia você terá coisas interessantes para contar. Se você puder lembrar delas.

23. Al-Qaeda proíbe o consumo de bebida. E desde quando você vai ficar levando ordens da Al-Qaeda?

24. Use o existencialismo: A vida é uma tempestade de merda e a bebida é o único guarda-chuva que não é furado..

25. Você não tem nada melhor pra fazer hoje ( a não ser que sexo seja uma opção).

26. Você pode conhecer alguma pessoa no bar que faça com que sexo seja uma opção.

27. Você precisa usar mais o seu plano de saúde – afinal, você está pagando não é?.

28. Sempre quis saber como é a sensação de tomar glicose na veia de madrugada num posto de saúde.

29. Quando seus colegas perguntarem na segunda feira o que você fez no fim de semana, você precisa ter algo para contar que começe com a frase “Caaaara… nem te conto, foi sinistro!”

30. Lembra daquele seu sonho de infância de encontrar uma herdeira de uma cervejaria milionária e passar o resto da vida passeando pelo mundo e curtindo a vida? Você acha que isso vai acontecer sentado dentro de casa assistindo novela na sala?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Insensivel - Por que é bom ser homem?

1. Seus telefonemas não duram mais que 10 minutos.
2. A nudez no cinema é, em 99% dos casos, feminina.
3. Um feriado prolongado requer apenas uma mochila.
4. Você assiste a uma partida de futebol, sem perguntar por que uns podem pegar a bola com a mão e os outros não.
5. Você não se sente compelido ao monitorar a vida sexual dos seus amigos.
6. Você pode abrir um pote de qualquer coisa sem precisar de ajuda.
7. Você é quem escolhe quem vai chamar para dançar.
8. Seus velhos amigos não reparam se você ganhou peso.
9. Um corte de cabelo no barbeiro é mais rápido, prático e econômico.
10. Ao mudar o canal da TV, você não precisa parar em todas as cenas que alguém está chorando.
11. Sua bunda nunca é fator determinante numa entrevista para emprego.
12. Seus orgasmos são reais.
13. Você não precisa pintar as unhas, e nem perder tardes inteiras com manicures.
14. Você não tem que carregar uma bolsa cheia de coisas inúteis.
15. Você compreende porque strip-teases são divertidos.
16. Sempre há alguém batendo uma bolinha em algum lugar.
17. Você mantém o seu nome quando se casa.
18. Você não se sente compelido a arrumar a cama do hotel.
19. Quando o seu trabalho é criticado, você não entra em pânico achando que todos a sua volta te odeiam.
20. Seus amigos de verdade respeitam a sua namorada.
21. O uso da coação física sempre é uma saída.
22. Ninguém secretamente adora quando você tropeça.
23. Você nunca tem de limpar o banheiro.
24. Você consegue tomar banho e estar pronto em menos de 10 minutos.
25. Sexo ruim nunca carretará problemas de reputação, pois as mulheres não costumam comentar essas coisas entre si, por medo da concorrência.
26. Avistar uma barata ou qualquer outro inseto não é motivo de pânico.
27. Se alguma pessoa esquece de te convidar para alguma coisa, ela continua sendo sua amiga.
28. Cuecas são mais baratas que calcinhas e sutiãs, isso quando são usadas.
29. Falta de papel higiênico só é problema se você vai cagar, mesmo assim, a própria cueca pode quebrar um galho.
30. Nenhum de seus colegas de trabalho tem o poder de te fazer chorar.
31. Você não tem de raspar nada abaixo do pescoço, a não ser que seja boiola ou o Paulo Zulu.
32. Se você tem 35 anos e é solteiro, ninguém diz que está muito tarde pra se casar.
33. Todas as partes do rosto ficam na sua cor natural a maior parte do tempo.
34. Você pode ser presidente.
35. Chocolate é apenas mais um doce.
36. Você pode ser ministro sem virar manchete de adultério.
37. Você consegue ficar mais de meia hora em silêncio.
38. Você sabe dirigir.
39. Flores consertam tudo.
40. Você pode pensar em sexo 99% do seu tempo sem que os outros achem que você é estranho.
41. Você pode usar sunga branca na praia.
42. Três pares de sapato são mais que suficientes.
43. Você não fica menstruado.
44. Você pode dizer o que acha sem se preocupar o que os outros vão pensar de você.
45. Brad Pitt não faz parte dos seus pensamentos cotidianos.
46. Ninguém pára de contar uma piada suja se você entra na sala.
47. Você pode tirar a camisa no meio da rua num dia quente.
48. Ninguém te censura se o seu apartamento vive bagunçado.
49. Mecânicos te dizem a verdade.
50. Você não tem um ataque se ninguém notar o seu novo corte de cabelo.
51. Você entende uma partida de futebol e consegue fazer comentários inteligentes sobre ela.
52. Você nunca tem de dirigir até outro posto de gasolina se aquele que você entrou está muito sujo.
53. A ação da gravidade sobre os seus peitos não é importante.
54. Você pode sentar com os joelhos afastados.
55. Mesmo trabalho, mesmo salário.
56. Cabelos grisalhos te deixam charmoso.
57. Alugar um smoking é muito mais barato do que comprar um vestido de noiva.
58. Você não se importa se alguém está falando de você nas suas costas.
59. Segundo as estatísticas há muito mais mulheres no mundo do que homens.
60. Ninguém acha um absurdo você não saber cozinhar.
61. Se você retém líquido é em um cantil.
62. Você pode ser pai, mesmo com a idade mais avançada.
63. As pessoas nunca ficam tentando prestar atenção pra ver se você está falando delas.
64. Você não precisa perder a chance de dar "umazinha" por estar menstruado.
65. Você pode visitar um velho amigo sem ter de, obrigatoriamente, comprar um presente.
66. Se você encontra outro homem com roupa igual à sua numa festa, vocês podem até se tornar grandes amigos.
67. Você tem um relacionamento normal e saudável com sua mãe.
68. Você pode comprar camisinhas sem que o balconista da farmácia fique te imaginando nu.
69. Você não precisa ir ao banheiro a cada 15 minutos pra retocar a maquiagem.
70. Você consegue ir ao banheiro sozinho.
71. Algum dia você será um velho tarado, e ela, uma velha fofoqueira.
72. A maioria esmagadora dos empregados domésticos é composta de mulheres, e quase sempre jovens.
73. A maioria esmagadora dos empregados domésticos de sexo masculino é composta de gays, e quase sempre velhos.
74. Você não sente dor pra ser pai.
75. Seus amigos nunca vão brindá-lo com aquela velha chata pergunta: está notando algo de novo?
76. Os filmes pornôs são feitos, quase que exclusivamente pra você.
77. Você pode coçar o saco.
78. Um arroto, seguido de um "desculpe", se vindo de você, não é tão grave.
79. Você é muito menos ofendido no trânsito.
80. Não gostar de uma pessoa não exclui uma ida ao motel.
81. Nem rugas, nem pés-de-galinha tiram seu sono.
82. Ser feio não é tão problemático, pois algumas mulheres não se importam.
83. Se uma mulher gostosa faz sucesso, é quase certo encontrá-la nas páginas da Playboy, em alguns meses.
84. Você tem total controle sobre suas glândulas lacrimais.
85. Você pode ir ao Maracanã, na arquibancada, sem temer pela sua integridade física.
86. Quando você ir à feira, não é importunado pelos feirantes.
87. Mesmo que as contas sejam divididas meio-a-meio você é o chefe da família.
88. Quando você engorda, se torna um gordinho simpático.
89. Quando uma mulher engorda, se torna uma mulher gorda.
90. Seu armário do banheiro tem sempre mais espaço, pois o único creme que você usa é o de barbear.
91. As suas cuecas são lavadas na intimidade da área de serviço, e não expostas no boxe do banheiro.
92. Suas noites são mais tranqüilas, porque as mulheres, raramente roncam.
93. Quando você chega do trabalho pode sentar e relaxar.
94. Quando a mulher chega do trabalho, ela tem de fazer o jantar, botar as crianças pra dormir e arrumar a casa.
95. Se você tem muitas mulheres, é um garanhão.
96. Se uma mulher tem muitos homens, é uma galinha promíscua.
97. Você pode comer uma banana em frente a uma construção civil.
98. ¡¡¡ O MUNDO É SEU !!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A flor do sonho...

"...A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia
e cetim
Fosse florir num muro todo em ruína".
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(Florbela Espanca)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Espelho meu...

Quem dera se os outros fossem desimportantes...

O pânico que acompanha os períodos de mudança bloqueia completamente a racionalidade. Não se diferencia o que realmente importa do que está lá somente para ocupar o vazio incômodo deixado pela retirada de quem nos mantinha aprumados. Fazemos besteira de baciada. Só se consegue olhar com certa imparcialidade para as próprias atitudes e covardias depois do retorno de um mínimo de calma. Quase sempre, atrelado a essa fase indelével e
falsamente estável, vem o repulsivo arrependimento. E arrependimento é um sentimento duplamente estúpido: por trabalhar com uma matéria-prima morta (o passado) e por gerar um resultado danoso (autocomiseração e raiva). Nos debatemos entre pensamentos inconfessáveis: fiz o certo? Joguei a felicidade pela janela? Mais uma vez estraguei tudo? E, claro, a resposta não vem, porque não existe. Procuramos por objetividade no terreno dominado pelo passional.
Mais uma inutilidade, fartas nessa época, para adicionar à lista.

A primeira coisa que sentimos claramente após o afastar da tempestade é como ficamos sozinhos. É duro ficar sozinho. Beira o insuportável, algumas vezes.
Motivados meio pelo desespero, meio pelo pânico da falta de respostas, pegamos o telefone, o carro, o mouse e vamos ao encontro da voz confortadora, da presença balsâmica, de quem tanto nos acolheu e agora está fora de uma vida que era repleta dele. E qual a surpresa? Não fazemos mais a mínima diferença.

Somos efêmeros até mesmo para quem compartilhou nossos sonhos, dividiu contas, dormiu sobre nosso corpo. E exigimos, desejamos ser para sempre. Pode ser egoísta (quem nessas situações se preocupa com virtude?), mas é devastador assistir a quem amamos tocar a vida com maciez, como se nunca tivéssemos existido. Em nossa neurótica resistência aos fatos, reivindicamos, ao menos, um período de luto, um esboço de lágrima - quando isso não acontece, vem a sensação de sermos tão olvidáveis quanto capítulos da novela. Descartáveis
como lápis de ponta quebrada. Poucos, insuficientes. Pior: substituíveis.

Temos a pretensão de importar, mas, se tudo passa, por que nós ficaríamos? Não é sem mágoa que percebemos que nem mesmo quem nos amou nos mantém por muito tempo - nossa retirada é necessária para que se possa recepcionar o novo.
Raciocínio tão lógico quanto doído. Principalmente para o lado que não tem previsão de festa.

A necessidade de importar é visceral. Desculpem a citação, mas é válida. Disse Stendhal: "se não temos caráter sem os outros, então os outros devem ser um refletor habilidoso... ou então terminaremos deformados." De certo modo, só tomamos consciência de nós mesmos quando nos colocamos em contraponto com o outro - observamos as falhas, virtudes e motivações no momento em que eles ecoam em alguém. E quanto mais nos importarmos com esse alguém, maior será a reverberação. Quando o outro não nos olha, não nos vê, nega a possibilidade
desse reflexo necessário. Nos deixa sem rumo. Ou nos devolve a ele: nada melhor que uma boa dose de realidade para nos acordar da ilusão romântica e devolver a razão para a mente entorpecida pelo fim da paixão.

Fazendo um esforço e nos adornando com um pouco de otimismo, dá até pra tirar algo de bom desse momento sinistro: se tudo passa, essa impressão de ser menos que um chiclete mascado também vai passar. E, um dia, voltaremos a ter gosto.
Bom gosto.
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(Ailin Aleixo)

terça-feira, 16 de junho de 2009

666, o numero da Besta...

Let him who hath understanding
reckon the number of the beast
for it is a human number
its number is six hundred threescore six.

Apocalipse 13:18
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Hexakosioihexekontahexaphobia. A lavagem cerebral das Igrejas é tão grande que a ciência precisou inventar um termo para descrever “o medo irracional relacionado ao número 666″.
Mas o que este número possui de tão especial?
Este conjunto de textos a respeito das distorções dos deuses, cerimônias religiosas e símbolos sagrados de outras religiões pela Igreja Católica (e, por conseguinte, de suas seitas evangélicas) não poderia ficar completo sem uma explicação detalhada sobre o número 666.
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Talvez um dos números mais belos e mais injustiçados pela Igreja, o 666 possui profundos significados esotéricos, que remontam desde os tempos egípcios. Ao contrário da crença popular, incentivada por todo tipo de malucos religiosos e “satânicos”, a história do número 666 começa junto com a Kabbalah, nos primórdios da história judaica.
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Antes de explicar o que vem a ser o 666, precisarei explicar o que é um Kamea dentro da tradição da Kabbalah. Um Kamea é um “quadrado mágico” contendo os números e nomes (da conversão numérica para o alfabeto hebraico) divinos que servem como janelas para entender a natureza do ser humano e como ela interage com o macrocosmos.
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Um kamea é representado como um quadrado contendo divisões internas, de acordo com a sefira da Kabbalah que aquele planeta representa: Então o Kamea de Saturno/Binah é um quadrado dividido em 3×3, o de Júpiter/Chesed 4×4, o de Marte/Geburah 5×5, o do Sol/Tiferet 6×6, o de Vênus/Netzach 7×7, o de Mercúrio/Hod 8×8 e o da Lua/Yesod 9×9.
Cada Kamea possui em seu interior os números de 1 até o quadrado da Sefira, dispostos de maneira que a SOMA de todas as linhas e colunas seja sempre o mesmo número.
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Assim sendo, o Kamea de Saturno possui números de 1 a 9 (e cada linha/coluna soma 15 – ver na imagem ao lado), o de Júpiter de 1 a 16 (e cada linha/coluna soma 34), o de Marte de 1 a 25 (e cada linha/coluna soma 65), o do Sol de 1 a 36 (e cada linha/coluna soma 111), o de Vênus de 1 a 49 (e cada linha/coluna soma 175), o de Mercúrio de 1 a 64 (e cada linha/coluna soma 260) e o da Lua de 1 a 81 (e cada linha/coluna soma 369).

Além disto, cada Planeta está associado diretamente a um número sagrado, que é a somatória de todos os valores dentro do Kamea. Assim sendo, o número associado de Saturno/Binah é 45 (1+2+3+4+5+6+7+8+9), Júpiter/Chesed é 136, Marte/Geburah é 325, Vênus/Netzach é 1225, Mercúrio/Hod é 2080 e a Lua/Yesod é 3321.

E o Sol?
Se somarmos os números do Kamea do SOL, teremos 1+2+3+4…+34+35+36… adivinhem que número resulta desta soma? Isso mesmo… pode fazer as contas na sua calculadora, eu espero. Calculou? Exato. 666.

Assim sendo, na Kabbalah, o número 666 sempre representou Tiferet, o SOL. Desde muito e muitos milhares de anos atrás… Simples assim. Nada de tinhosos, capetas, apocalipses nem dragões de sete cabeças ainda.

Tiferet representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós. Dentro da Kabbala, representa todos os deuses iluminados e solares:Apolo, Hórus, Bram, Lugh, Yeshua, Krishna, Buda, todos os Boddisatwas, todos os Mestres Ascencionados, todos os Serenões, todos os Mentores, todos os Pretos-velhos e assim por diante. Escolha uma religião ou filosofia e temos um exemplo máximo a ser atingido.
Tiferet representa a união do macrocosmos com o microcosmos, o momento onde o homem derrota o dragão simbólico (que representa os quatro elementos) e se torna um iluminado e, como tal, senhor de seu próprio destino. Tiferet é o mais alto grau de consciência que um encarnado pode atingir.
Desta maneira, quando se tornar um iluminado e senhor de seu próprio destino, o homem não vai mais se submeter aos mandos e desmandos de nenhuma religião dogmática… estão começando a entender da onde vem a associação da Igreja entre o 666 e o “anticristo”?
Mas ainda estamos muitos mil anos antes do Apocalipse (Livro das revelações)… o 666 ainda aparecerá na Bíblia antes disso.

O 666 e a Bíblia
Quase todas as pessoas acreditam que o número 666 aparece apenas no tal do “Apocalipse”, ou Book of Revelations (Livro das revelações), mas a verdade é que este número já aparece bem antes na própria bíblia, em um contexto muito mais significativo e esotérico, como veremos logo a seguir:
Vamos observar 1Reis 10:1-18, que fala sobre o encontro de Salomão com a Rainha do Sabá, o momento onde o conhecimento da Kabbalah é mesclado com as grandes tradições africanas (e isto será muito importante em posts futuros quando eu for falar de Umbanda e Candomblé e suas raízes dentro da Kabbalah). Salomão encontra-se com a rainha do Sabbat, que lhe faz inúmeras perguntas e ele consegue responder a todas, deixando-a impressionada com seu conhecimento. Há muitas histórias interessantes que se desdobram deste acontecimento, mas uma coisa de cada vez: hoje é o 666.

10: 1 And when the queen of Sheba heard of the fame of Solomon concerning the name of the LORD, she came to prove him with hard questions.
10: 2 And she came to Jerusalem with a very great train, with camels that bare spices, and very much gold, and precious stones: and when she was come to Solomon, she communed with him of all that was in her heart.
10:3 And Solomon told her all her questions: there was not [any] thing hid from the king, which he told her not.
10: 4 And when the queen of Sheba had seen all Solomon´s wisdom, and the house that he had built,
10: 5 And the meat of his table, and the sitting of his servants, and the attendance of his ministers, and their apparel, and his cupbearers, and his ascent by which he went up unto the house of the LORD; there was no more spirit in her.
10: 6 And she said to the king, It was a true report that I heard in mine own land of thy acts and of thy wisdom.
10: 7 Howbeit I believed not the words, until I came, and mine eyes had seen [it]: and, behold, the half was not told me: thy wisdom and prosperity exceedeth the fame which I heard.
10: 8 Happy [are] thy men, happy [are] these thy servants, which stand continually before thee, [and] that hear thy wisdom.
10: 9 Blessed be the LORD thy God, which delighted in thee, to set thee on the throne of Israel: because the LORD loved Israel for ever, therefore made he thee king, to do judgment and justice.
10:10 And she gave the king an hundred and twenty talents of gold, and of spices very great store, and precious stones: there came no more such abundance of spices as these which the queen of Sheba gave to king Solomon.
10: 11 And the navy also of Hiram, that brought gold from Ophir, brought in from Ophir great plenty of almug trees, and precious stones.
10: 12 And the king made of the almug trees pillars for the house of the LORD, and for the king´s house, harps also and psalteries for singers: there came no such almug trees, nor were seen unto this day.
10: 13 And king Solomon gave unto the queen of Sheba all her desire, whatsoever she asked, beside [that] which Solomon gave her of his royal bounty. So she turned and went to her own country, she and her servants.
10: 14 Now the weight of gold that came to Solomon in one year was six hundred threescore and six talents of gold,

Ou seja, em 1Reis 10:14 (e também em Crônicas 9:13) temos o número 666 mencionado pela primeira vez na Bíblia, quase MIL anos antes do “Apocalipse”. E aparecendo “coincidentemente” associado à figura do maior ocultista do Velho Testamento, Shlomo HaMelech, o rei Salomão!

HaShem (Deus) oferece a ele tudo o que quisesse, mas ele pede apenas por Sabedoria e Conhecimento. O peso em ouro que Salomão recebia anualmente era de 666 talentos. Este número representa a emanação solar e está relacionada diretamente com os Mistérios Iniciáticos da Construção do Templo (Beith haMikdash) como um canal para escoar o fluxo de energia direto da fonte para o mundo.
O Templo Simbólico também conecta a Rainha (mãe Terra, Malkuth) com o Rei (o Sol, a fonte divina) e envolve os mecanismos mais profundos da simbologia da criação.
Desta forma, vemos que o número 666 não é maligno, embora o poder que representa, quando usado fora do equilíbrio, pode causar graves destruições ou danos. Com um conhecimento básico de Kabbalah, ao examinarmos a primeira frase do Livro das revelações, temos:

“Here is wisdom. Let him that hath understanding count the number of the beast: for it is the number of a man; and his number [is] Six hundred threescore [and] six.”

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”

Wisdom (Sabedoria) e Undestanding (Entendimento) são as duas esferas mais altas da Kabbalah, Hochma e Binah. A Besta é Chayah (Chorozon, para quem estuda Thelema), o Abismo que separa o mundo divino do mundo das ilusões em que vivemos. Aquela separação entre as esferas 1, 2 e 3 e o Mundo das Ilusões (Matrix).
O Chayah é um nível especial de iniciação dentro do Chayoth HaKodesh, que vai representar a escolha final de um Magister Templi quando ele chega a iluminação. Portanto é um número humano e ao mesmo tempo divino. O número do Sol.
As conexões entre Tiferet e Binah/Hochma representam os dois vértices do “continuum”, ou seja, o começo e o fim, o alfa e o ômega. 666 representa a pessoa capaz de manipular as emanações divinas e ainda assim permanecer humano encarnado. Nas tradições indianas, este estado é chamado e Vajra (o trovão… isso lembra algum deus grego ou nórdico?)

O Livro de Toth… ops, das Revelações…
O livro do Apocalipse de São João (para católicos e ortodoxos) ou Apocalipse de João (para protestantes) ou (Revelação a João) é um livro da Bíblia de constantino — o livro sagrado do cristianismo — e o último da seleção do Cânon bíblico.

Antes de começar a explicar o que significa, temos de nos deter na palavra “apocalipse”. A palavra apocalipse (termo que foi usado por F. Lücke APENAS em 1832, ou seja, quase 18 séculos DEPOIS que o livro foi escrito) significa, em grego, “Revelação”. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um iniciado escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Apocalipse nunca quis dizer “fim do mundo” ou outras loucuras semelhantes.

O Livro das Revelações foi escrito por João, um dos mais esotéricos apóstolos, a quem Jesus chamava de “Discípulo amado” e “Filho do trovão” (filho do trovão…). Ele é composto de 22 capítulos, cada um deles dedicado a um dos Arcanos Maiores do Tarot e repleto de simbologias.
O apocalipse contém descrição de cada um dos Arcanos Maiores do Tarot, além de diversas alusões ao trabalho de esculpir a pedra bruta dentro de cada um de nós, princípios da alquimia e da Grande Arte. Posso citar rapidamente o famoso “dragão de sete cabeças” que representa ao mesmo tempo os sete chakras e os sete defeitos capitais que precisam ser trabalhados no ser humano. Também nos remonta à Hidra de Lerna e os 12 trabalhos iniciáticos de Hércules, que também derrota um “lagarto de inúmeras cabeças”, e da história de São Jorge, entre diversos heróis de outras mitologias que derrotam dragões e salvam princesas.

Obviamente, a Igreja nunca vai admitir isso, afinal de contas, tarot, alquimia e afins são “feitiçaria” e “feitiçaria leva você diretamente para o Inferno”, então… como admitir que existem instruções para um iniciado montar seu próprio deck de tarot dentro da bíblia?

O 666 que não existiu na Idade Média
É muito importante notar que a associação entre o número 666 e qualquer coisa demoníaca, satânica ou anti-cristo NUNCA existiu durante a Antiguidade, Idade Média, Renascimento ou Idade Moderna. Não há NENHUM registro deste número como sendo adorado ou utilizado pelos pagões, hereges, bruxas ou feiticeiros queimados pela Inquisição. Nem mesmo as mentiras forjadas pela Igreja contra os Templários continham qualquer alusão a este número. Não havia qualquer ligação que fosse entre 666 e “diabo” ou “fim do mundo” ou “anticristo”.
Sei que a lavagem cerebral da mídia faz com que vocês acreditem que o número 666 foi associado ao diabo e ao fim do mundo desde sempre, mas é muito importante lembrar que, antes de Gutemberg, em 1456, simplesmente não existiam exemplares da bíblia que não fossem copiados à mão por monges e mantidos trancados à sete chaves dentro das Ordens Iniciáticas e da Igreja (assistam ao filme “O Nome da Rosa”), ou seja, NADA de conhecimento deste número por parte da população.
MESMO depois de Gutemberg, a bíblia ainda era um item extremamente raro e caro de se obter. Só para vocês terem uma noção da raridade e do quão caro era uma bíblia, o primeiro registro de uma bíblia usada dentro de uma loja maçônica (e olha que os maçons de antigamente eram REALMENTE poderosos) data do meio do século XVIII. Ao contrário do imaginário popular, o povão só tomou realmente conhecimento do conteúdo da bíblia depois da metade do século XIX. Bíblias dentro de casa só se tornam uma realidade depois da metade do século XX.
Mas então, da onde veio todo este medo?

O número 666 chama-se Aleister Crowley
Nascido na Inglaterra em 1875, Aleister Crowley foi uma das maiores autoridades esotéricas de nosso tempo. Menino prodígio, Crowley lia a Bíblia em voz alta aos quatro anos. Incansável estudioso das denominadas ciências ocultas, deixou uma vasta obra teórica, onde tenta mostrar como desenvolver e entrar em contato com a energia interior, e usá-la produtivamente para modificar por completo a vida. Crowley afirmava que essa energia que durante muito tempo procurou desenvolver através de ritos sexuais seria totalmente liberada com a chegada da Nova Era, período em que as leis sociais seriam definitivamente rompidas para que todos pudessem finalmente viver em plenitude. Crowley, que se auto-intitulava a Grande Besta 666, para desvincular-se totalmente de preconceitos religiosos, esforçou-se durante toda a sua vida para popularizar o esoterismo, e mais de uma vez revelou segredos de seitas fechadas, afirmando que o conhecimento é livre, e assim deve permanecer.
Somente por volta de 1904, quando Aleister Crowley assume o título de “To Mega Therion” (A Grande Besta), cuja soma numérica é 666 (Tiferet), e começa a ficar realmente famoso nos jornais europeus é que a associação entre o número e o Livro do Apocalipse passa a ser convenientemente explorada pela Igreja e pelos alucinados de plantão.
Crowley chamou tanta atenção para a magia que a Igreja não mediu esforços para demonizá-lo. A partir de Crowley, a associação entre 666 e magia e consequentemente magia e bruxaria e diabo que é o caldeirão de medos que a Igreja sempre gosta de agitar.
Em 1904-1910 surgem os primeiros panfletos e matérias alertando para o número 666 e a distorção sobre o “anticristo” (quando já percebemos que, na verdade, não existe um anti-cristo pois ninguém será contra o ser crístico que habita dentro de todos nós, mas sim contra as bases ditatoriais e dogmáticas da Igreja Católica/evangélica).

A partir de então, foi uma enxurrada de sensacionalismo barato associando bruxas, diabos, satãs, anti-cristos e tudo mais que você puder imaginar relacionado ao “Número da Besta”. Da mesma forma, a partir da metade do século XX, quando Anton la Vey funda a Church of Satan (Igreja de Satã) e adota o 666 como “número da sorte” (e, na minha opinião, laVey não fazia a menor idéia do que realmente representa o 666), ele passa definitivamente para o imaginário popular como associado ao final dos tempos, ao capeta, ao tinhoso e toda a ladainha de livros, filmes e textos que vocês estão cansados de saber…

(Marcelo Del Debbio)

No amor...

“O amor durável é o que tem sempre as forças dos dois seres em equilíbrio.” (Balzac)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pensamento...

"Humildade sem subserviência.
Dignidade sem orgulho.
Devotamento sem apego.
Alegria sem excesso.
Liberdade sem licenciosidade.
Firmeza sem petulância.
Fé sem exclusivismo.
Raciocínio sem aspereza.
Sentimento sem pieguice.
Caridade sem presunção.
Cooperação sem exigência.
Respeito sem bajulice.
Valor sem ostentação.
Coragem sem temeridade.
Justiça sem intransigência.
Admiração sem inveja.
Otimismo sem ilusão.
Paz sem preguiça."
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(André Luiz)

domingo, 14 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nada de coitadinho...

Nascido em Ituiutaba (MG)a vida do médium Jerônimo Mendonça (1939-1989) foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas pelo Brasil afora, para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado "O Gigante Deitado" pelos amigos e pela imprensa.
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Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
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- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
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Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
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Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha! Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não "despetalar".
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Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
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Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, e em seguida veio a explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o "coitadinho". Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.
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Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
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Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia "fatal". Venceu o "coitadinho".
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Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
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(Extraido do Jornal Espírita de setembro de 2007)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fique com quem faz você rir...

Tio Fábio, um falecido homem sábio do interior, Deus o tenha, sempre gostou de circo. Um dia, quando eu ainda era garoto, ele me levou ao circo. E apontou, com seus dedos amarelados pelo cigarro, o palhaço que me fizera gargalhar. Pense nesse palhaço quando for escolher as pessoas para ter ao seu lado. Amigos, namoradas. É vital ter por perto pessoas que sorriam e nos façam sorrir. (Tio Fábio não era homem apenas de teoria. Na vida prática, tinha, como o palhaço daquele circo tão distante no tempo, uma notável capacidade de fazer os outros rirem.)
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Então reflito sobre os relacionamentos amorosos. Eles são tão mais leves, tão mais gostosos quando temos conosco alguém que traga a luz exuberante dos sorrisos genuínos. (Digo genuínos porque não existe nada pior que o sorriso hipócrita e fabricado, como os dos políticos.) E os relacionamentos podem ser um tormento quando quem está ao nosso lado não sabe rir. O ideal é termos uma palhaça como namorada, mulher, manteúda ou que você quiser.
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O sorriso é uma atitude. Mostra, quase sempre, um espírito superior, de gente capaz de lidar, com dignidade e bravura, com as adversidades da vida. (Jamais vi uma foto do Dalai Lama em que ele não aparecesse sorrindo. Paz genuína interior ou dissimulação? Alguém tem um palpite?) Assim como o rosto fechado e sombrio é quase sempre sinônimo de pessoas tomadas pelo síndrome da vítima, a compulsão de pôr a culpa de tudo nos outros, a evasão total e descarada de responsabilidade. É aquela história: o mundo me persegue. Ninguém me compreende. Deus criou tudo apenas para que eu fosse sacaneado. Para estas pessoas, Sartre criou a frase definitiva: o inferno são os outros.

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O sorriso é, repito, uma atitude. E também uma virtude. Como toda virtude, tem que ser cultivado. São absolutamente excepcionais as pessoas cuja alma já nasce sorridente. Para nós, outros, os chamados normais, sorrir para a vida é fruto de um esforço cotidiano, um treinamento incessante para não ver os fatos sob ângulos negativos.
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Um dos livros mais admirados por Tio Fábio (quantas vezes ele tentou fazer-me ler) traz uma passagem de Sêneca, filósofo estóico de quase 2000 anos atrás. Uma passagem sublinhada por Tio Fábio fala de um filósofo que perdeu todos os seus bens no naufrágio. A reação do sábio: É que o destino quis que eu filosofasse mais desembaraçadamente. (Admiro a disciplina de Tio Fábio de ler livros sempre acompanhado de lápis e caneta. Tentei algumas vezes, mas tropecei em minha completa falta de método. Quem sabe um dia.)

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Cercar-se de palhaços foi o conselho que Tio Fábio me deu há muitos anos. Nem sempre fui bem-sucedido. Ou nem sempre dei a devida atenção a esse conselho. Sofri e levei sofrimento e aqui cometo a ousadia de vir fazer um acréscimo à frase de Tio Fábio. Não basta se cercar de palhaços. É preciso que sejamos palhaços também. Receber risadas é bonito, mas mais bonito ainda é dá-las.

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Você sabe que uma relação está morta quando se acabam os risos. Um romance saudável tem a estridência irresistível e espontânea das gargalhadas. Pode acontecer que os dois tenham se esquecido de como dar risada. E então vale a pena o esforço de se lembrar. Mas, se você tentar devolver a alegria a uma relação que se tornou pesada e não conseguir nada além de queixumes e lamúrias, é melhor desistir. Não do sorriso, nem da alegria e do amor, mas da relação. Só continue se você gostar do sofrimento. Para quem acredita que o propósito da vida é a felicidade, não há saída se não respirar fundo e cair fora, com um sorriso de preferência.

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(Fábio Hernandez)

Teu nome...

"Esquisito que teu nome sempre me soe uma prece,
uma invocação sagrada e solene,

que contém em si um segredo místico viajando pelo tempo,
como se trouxesse consigo o desejo implícito
dessa maneira única com que moves as mãos,
com que abres a boca, com que recostas teu corpo,

com que deixas o riso fugir pelos olhos.
É estranho que teu nome sempre me soe uma promessa e um dom,
como se bastasse pronunciá-lo para que a vida abra uma porta secreta,

para que se insinue um milagre prestes a ser,
eu assim em ti, simplesmente em teu nome."

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

O três vezes grande...

"Cada ser carrega uma luz no coração e é portador de sublimes potenciais a serem despertados. Porém, antes disso, precisa ser provado no cadinho das experiências necessárias ao seu burilamento. Precisa abrir o coração e servir ao Plano Maior. Antes do acesso à Consciência Cósmica, primeiro as lições de humildade, responsabilidade, respeito às leis da natureza e a vontade de servir à evolução da humanidade no anonimato.
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Trabalhar incessantemente sem os arroubos da arrogância, sempre consciente dos excelsos objetivos. Nas trilhas da espiritualidade, não há espaço para objetivos mesquinhos e sabotagens diversas. Quem almeja o despertamento da luz estelar em si mesmo, precisa harmonizar-se com os objetivos que busca e com a lucidez e o amor em suas atividades. Não é fácil brilhar, só os fortes de espírito conseguem conviver com o brilho estelar aceso em si mesmos e, ao mesmo tempo, serem apenas seres humanos normais com todos os percalços inerentes a essa condição.
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Cada homem tem asas espirituais, mas precisa aprender a abri-las. Leva tempo para um homem transformar-se em anjo completamente, leva vidas e muita paciência. Primeiro, há de treinar o anjo na carne, vida após vida. Lentamente, as asas de luz vibrarão na freqüência estelar adequada. No devido tempo, a ascensão ocorrerá, não por motivações místicas ou religiosas, mas pelo próprio nível de consciência manifestado. Ninguém está no mundo por acaso! Só vence a roda reencarnatória quem apresenta serviço digno sem esperar nenhum tipo de recompensa ou reconhecimento.
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Só sai da Terra para os mundos felizes ou para os planos da pura luz, aqueles que operarem dignamente na freqüência do amor e dos ditames superiores. E que ninguém se engane: não há como enganar a leis de causa e efeito! A cada um segundo a abertura e vibração de suas asas!"

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Esta mensagem foi enviada pelo sábio das estrelas foi conhecido por diversos nomes ao longo da História: Toth no Egito; Hermes na Grécia; Mercúrio em Roma; Henoc para os judeus; Mensageiro de Osíris para os iniciados; Hermes Trismegisto (Trimegistus, Trimegistro), o Três Vezes Grande!

O homem ideal...

Ele existe, sim. E, graças a Deus, está muito longe da perfeição.

O homem ideal me faz rir mas nunca usa o riso contra mim. Tem a rara habilidade de saber ouvir e só diz o que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade.

Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia.

Não é prolixo, nem tenta impressionar. Não precisa entender de vinho, charutos ou golfe; precisa ser autêntico e admitir que não entende de vinho, charutos nem de golfe (e eventualmente confessar que gosta mesmo é de pinga). Ele não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim.

Nota as sutis alterações de humor pelo tom da minha voz e, antes de prejulgar as razões, se predispõe a fazer cafuné ou, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui uma calma sabedoria que me impele em sua direção: dividir minhas angústias e anseios com este homem é tão acolhedor quanto deitar na grama sob o sol de outono. O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e depois reclamo do peso. Ele compra sorvete light e evita discussões posteriores. Compreende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas e, mesmo não concordando com ela, não me interroga como um oficial do DOI-Codi quando piso em casa, levemente para não o acordar, às 2 da manhã.

O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas sussurra (seja ao telefone ou ao vivo) canções que, num dia qualquer, mencionei gostar. Pode saber dançar. E, se não souber, que mantenha a dignidade e fique sentadinho me observando. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmosos de matar com um copo de uísque nas mãos. É deliciosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e fecha abruptamente a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite.

E também curte cozinhar. Diverte-se tanto numa loja de condimentos como diante de uma prateleira de CDs. Não me expulsa da cozinha mesmo que eu esteja atrapalhando. Não me dá fusilli na boca mas o serve no meu prato, com pouco queijo e muito molho.

O homem ideal está sempre disposto a me ouvir, mesmo que seja nos minutos desagendados à força durante o dia cheio, e não usa trabalho nem cansaço como desculpa para suas eventuais faltas; as assume e, até, se desculpa. Não se esquiva de discutir os problemas que não se solucionam com notas de 100. Não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Não faz promessas
porque sabe que nem sempre é possível cumpri-las. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.

O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.
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(Ailin Aleixo)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Segredo...

"No meio das trevas, sorrio à vida como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo" (Rosa Luxemburgo)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Parada Obrigatória...

Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer

Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).

O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se
escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.

Tente um Monet

Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então
não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.

Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.
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(Ailin Aleixo)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Memória de elefante...

Em 1986, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University. Em uma caminhada ele cruzou com um jovem elefante que estava com uma pata levantada.
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O elefante parecia muito estressado, então Peter se aproximou muito cuidadosamente. Ele ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de Madeira enfiado. O mais cuidadoso e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira e o elefante cuidadosamente colocou sua pata no chão.
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O elefante virou para encarar o homem com grande curiosidade no seu rosto e o encarou por tensos e longos momentos. Peter ficou congelado pensando que seria pisoteado.
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Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou e foi embora.
Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.
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20 anos depois, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente. Quando eles se aproximaram da jaula do elefante, uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho Cameron estavam.
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O grande elefante encarou Peter e levantou sua pata do chão e a baixou, ele repetiu varias vezes emitindo sons altos enquanto encarava o homem.
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Relembrando do encontro em 1986 Peter ficou pensando se aquele era o mesmo elefante. Peter reuniu toda sua coragem, escalou a grade e entrou na jaula. Ele andou diretamente ate o elefante e o encarou.
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O elefante emitiu outro som alto, enrolou sua tromba na perna de Pete e o jogou contra a parede matando-o. Provavelmente não era a mesma merda de elefante.
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Esse conto é dedicado a todos os que mandam aquelas porcarias de histórias melosas..

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Confusão...

Osho,
Eu acho que penso claramente, mas no fundo eu apenas vejo confusão. Às vezes eu penso que sei, mas descubro que nada sei. Eu apenas achava que sabia.
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“Aprenda a viver com a confusão. Não tenha pressa para concluir. A confusão não é necessariamente algo errado. Não a rotule como sendo confusão. Rotular é errado. Algumas vezes um rótulo errado pode criar muitos problemas.
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Isso não é realmente confusão: é um estado de transição, de mudança. Você se desenraizou do velho solo e está procurando pelo novo, e entre os dois, isso acontece. Isso não é confusão, isso é apenas um hesitante estado de crescimento. Isso é crescimento e sempre que existe crescimento costuma-se rotular como confusão. Mas ao rotular como confusão, você está interpretando errado e começará a tentar resolver de algum jeito. Se você chamar isso de crescimento, então não haverá pressa em resolver. Na verdade, você terá que dar suporte a isso, pois é crescimento. Se chamar de confusão, você estará condenando e terá que encontrar uma maneira de sair disso.
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Não há necessidade de sair disso; aprenda a viver com isso. Aprenda a viver com todos os tipos de estados que estarão surgindo. E se algumas vezes for confusão, o que há de errado na confusão? Nos ensinaram erradamente que devemos ser absolutamente claros. Somente os tolos conseguem ser absolutamente claros, somente os tolos estão certos.
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A confusão é natural: ela é o caos criativo dentro de você. É somente a partir desse caos que a criatividade começa. Chame isso de caos criativo, não chame de confusão.
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A vida é um mistério. Como alguém consegue estar certo a respeito dela? Ela é um grande fluxo e tudo está sempre mudando rapidamente. Como você pode estar certo sobre um rio? Como você pode estar certo sobre a forma de uma nuvem? Como você pode estar certo sobre a vida? A forma das nuvens, o fluxo do rio, o vento que passa invisivelmente através dos pinheiros... Você apenas escuta o som, você não consegue pegá-lo, você não consegue agarrá-lo, você não consegue reduzi-lo a uma conclusão. Todas as conclusões são falsas, porque todas as conclusões são a respeito de alguma coisa morta. A vida nunca pode ser enclausurada dentro de uma conclusão, dentro de uma teoria, dentro de uma hipótese.
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Aprenda a viver com todos os tipos de coisas: algumas vezes existe tristeza, outras vezes alegria, algumas vezes, confusão, outras vezes, certeza. Deixe que as coisas aconteçam do jeito que acontecer, e não se apresse em modificá-las. Deixe-as ser como elas são e aceite-as totalmente. Então a confusão desaparece e a certeza nunca surge, e isso é a coisa mais bela que pode acontecer a alguém. Deixe-me repetir: a confusão desaparece; no momento em que você não estiver contra ela, a confusão desaparece. No momento em que você começar a amar e curtir a confusão, ela desaparecerá; ela se tornará um mistério. Você a transformou, foi uma transformação mágica. No momento em que você abandona a sua atitude de julgamento – ‘de que isto está errado e eu tenho que estar certo’ – tudo fica perfeitamente bem. Isto é muito mais bonito do que certezas, porque certeza não é crescimento, enquanto confusão é crescimento; confusão tem um grande valor. E uma vez que você começa a curtir a beleza da incerteza, a amplitude da incerteza, a aventura da incerteza e a excitação do inseguro, uma vez que você começa a curtir isso, onde está a confusão?. Ela se foi. Ela existia apenas na sua interpretação.
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Quando a confusão se vai, eu não estou dizendo que a certeza surge. Não. Se a certeza surgir, você cairá de novo na confusão, porque você se agarrará a essa certeza. E a vida continua mudando; de novo haverá confusão. Nenhuma certeza aparece; a confusão desaparece e não existe certeza alguma.
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Não existe confusão nem certeza também. Este é o estado mais belo em que alguém pode estar. É de onde as portas da mente se abrem para o divino.
Curta isso. Isso lhe será tremendamente benéfico.”

(OSHO – The Sacred Yes – Cap. 4)