domingo, 1 de novembro de 2009

Poema estrangeiro...

Em terras distantes ou quintais familiares
sempre estrangeiros.
Não nos é dado conhecer profundamente
nem o mais íntimo
que se guarda em nossas sombras.
Tenho dor de estômago
sem motivo algum
e nem sempre tenho apetite
para os sabores apreciáveis,
mas o amargo,
o ardido,
o que queima as entranhas,
é o que pede o corpo
quando não está para doçuras.

(Neuzi Barbarini)

Nenhum comentário: