segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Máxima 25...

Precisamos tentar chegar ao ponto de ver o que possuímos exatamente com os mesmos olhos com que veríamos tal posse se ela nos fosse arrancada. Quer se trate de uma propriedade, de saúde, de amigos, de amantes, de esposa e de filhos, em geral percebemos seu valor apenas depois da perda. Se chegarmos a isso, em primeiro lugar a posse haverá de nos trazer imediatamente mais felicidade; em segundo lugar, tentaremos de todas as maneiras evitar a perda, não expondo nossa propriedade a nenhum perigo, não irritando os amigos, não pondo à prova a fidelidade das esposas, cuidando da saúde das crianças, etc. Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: "Como seria se fosse meu?", e dessa maneira nos tornamos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: "Como seria se eu o perdesse?"
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(Schopenhauer)

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