quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Coisas invisíveis...

"E, como meu próprio senhor total e absoluto, caminharei para onde eu quiser,
Ouvindo os outros, considerando bem o que eles dizem,
Parando, investigando, recebendo, contemplando,
Gentilmente, porém com irrecusável vontade,
Despindo-me dos embaraços que me poderiam entravar.
Sorvo grandes tragos de espaço,
(...)
Daqui para frente, já não peço boa sorte, pois eu mesmo sou a boa sorte,
Daqui para frente, não mais me queixarei, não mais adiarei, nada mais necessitarei,
Porei fim às lamentações interiores, bibliotecas, críticas lamurientas,
Forte e contente, sigo em direção da estrada aberta.
A terra é suficiente para mim,
Não desejo que as constelações estejam próximas,
Sei que elas estão muito bem onde se situam,
Sei que elas bastam aos que lhes pertencem.
(...)
Até aqui transporto os meus antigos e deliciosos fardos, transporto-os - homens e mulheres - transporto-os para onde quer que eu vá.
Juro ser para mim impossível libertar-me deles,
Estou deles saturado, e em troca, eu os saturo.
(...)
Tu, estrada por onde entro e olho em redor, creio que não sejas tu quando aqui está,
Creio que existem muitas coisas invisíveis.
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(Walt Whitman)

Um comentário:

Mari(ana) disse...

Palavras que me faz lembrar o dia que passou, e me faz recordar,mesmo sem ter vivido, os dias que virão!
Beijos!