quarta-feira, 26 de março de 2008

Os outros...

É como se a mão direita se machucasse e a esquerda aplicasse o medicamento.

Oras, a mão direita poderia pensar que um outro alguém a estivesse tratando e poderia agradecer ou recusar o tratamento. A mão direita poderia dizer: "Não peço ajuda a outro alguém; sou independente."

Mas, então, não saberia que a mesma energia que trabalha através da mão direita está trabalhando através da mão esquerda.

Dessa maneira, quando uma pessoa é ajudada por outra, na verdade não é a outra; é sua própria prontidão que evoca a ajuda de outra parte de seu próprio ser.

A idéia do outro é devida à nossa ignorância; afinal, onde está o outro? Ele é a própria pessoa em uma infinidade de formas, é a própria pessoa em numerosas jornadas, é a própria pessoa em inumeráveis espelhos. Definitivamente, é a própria pessoa que está no espelho, embora o que se perceba seja o outro.

A noção de que estamos ajudando (ou não) o outro é uma ilusão, e a noção de que estamos recebendo ajuda do outro também é uma ilusão. Na verdade, como tal, o outro é uma ilusão.

Uma vez percebido isso, a vida fica simples.
Você nem faz algo para o outro, considerando-o como o outro, nem deixa que o outro faça algo para você, sentindo-o como o outro.

Trata-se de você mesmo estendido nas duas extremidades. Se você der uma mão a alguém na rua, terá ajudado seu próprio ser.

Se alguém lhe deu uma mão, também ele ajudou somente a si mesmo.



"Os outros? Como podeis falar em outros? Deveis falar de vós, em outros lugares, com outros rostos! Não vedes como estais ligados? A claridade do vosso coração completa a claridade de quem chamais o próximo. Sede o próximo e estareis em toda a parte ao mesmo tempo, em todos os espíritos, sereis o que Eu Sou, ou seja, vós mesmos!" (Kristos)

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