sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Um palco extraordinário...

A existência é um jogo.
A vida é uma palco onde diversas histórias são contadas.
Não existe nenhum objetivo neste jogo, a não ser contar histórias.
Tampouco, existem ganhadores ou perdedores.
Existe apenas Deus olhando para si mesmo através dos meus olhos, através dos seus olhos.

O ilimitado ilude-se, instante a instante, imaginando o limitado para que possa voltar novamente o foco da sua atenção para o próprio ilimitado, em direção a si mesmo.

Assim é o jogo mestre. Assim são os jogos da consciência: verificar seu próprio sabor, através da linha imaginária do tempo, no teatro da mente. A enorme beleza contida aqui é que você pode escolher o seu jogo... permanecer atado a este teatro, agindo como um fantoche de suas próprias ilusões ou simplesmente aprender a arte de se tornar um observador, um espectador de todos os movimentos mentais gerados pela constante corrente de pensamentos e, simplesmente, descansar, relaxar.
Todo desconforto surge a partir do instante em que você se envolve, se mistura com os dramas e novelas que a sua própria mente cria. Tudo isso o mantém bastante ocupado! Tudo isso gera a própria percepção de que "eu existo". Penso, logo existo!

Entretanto, se por um momento, a mente repousar e desaparecer, onde estará a sua identidade? O que você poderá relatar a seu respeito, a respeito dos outros se não houver pensamentos? Geralmente, nos é solicitado que observemos os nossos pensamentos, as nossas emoções e os nossos sentimentos se quisermos ficar livres do seu jogo. Mas esta não é uma abordagem integral. O verdadeiro trabalho interior começa quando nos tornamos capazes de observar a ação do "eu" na forma de milhares de pensamentos a cada segundo. A ênfase aqui está na procura do "eu". Como ele se manifesta? Como ele se descreve? O que o atinge? Quais são suas preferências, apegos e aversões? Para cada uma dessas questões haverá uma corrente de pensamentos – que vão dos mais grosseiros aos mais sutis – limitando o entendimento daquilo que você realmente é.

Não tente parar o pensamento. É impossível! Porém, é possível compreender a futilidade do "eu", daquilo que você chama "eu". Basta olhar para todas as suas estratégias no sentido de evitar o sofrimento e perceber que, raramente, elas funcionam.
Basta verificar a sua sede insaciável por novas experiências, pela própria maneira como lida com o prazer. O "eu" é uma falsa promessa. Ele nada pode fazer. Suas artimanhas têm sempre um único intuito: evitar a vida. O "eu" não quer parar. Se isso acontecer, ele verá que nada significa perante a vida e que sua aparição é, toda ela, fruto do medo e da mentira. Deixe doer o que tiver que doer! Tire a mão do leme e deixe seu barco à deriva! Cometa erros!

Viva sua vida a partir da perspectiva de um mero expectador. Pare de filtrar a vida. Aceite TUDO! Essa é a minha proposta. Aquilo que procuras requer apenas a sua disposição para morrer. O universo deseja cantar uma música através de você. A sua presença, porém, distorce essa música. Então, saia de cena e vá para a platéia. O seu drama se tornará engraçado. O motivo é muito simples: ele não lhe pertence.

Ele é parte da vida, dos jogos arquitetados por uma criatividade bastante evidente. Ao reconhecer esta criatividade você estará reconhecendo a si mesmo. Ao reconhecer esta criatividade presente em TUDO, tudo se tornará claro. Você não é e nunca foi o ator! Deus é! A vida é...
(Rasul)

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