domingo, 27 de janeiro de 2008

Pegando pra capar...

"...Acho que brigar é uma das atividades mais importantes num relacionamento. Dá jeito em qualquer monotonia. Ateia fogo em neve. Faz namorado com cara de paisagem ter ataque de nervos. Enfim, prova se existe vida por detrás das mãos dadas.

Brigas são imparciais, justas com ambos os lados (independentemente de como terminem): quando brigamos, nos igualamos em sabedoria porque ficamos todos ignorantes (uns com mais tato, outros nem tanto, mas todos ignorantes).
Não é deliciosa essa aproximação com os semelhantes?

É tanta coisa boa pra falar, a respeito de quebra paus... Por exemplo, o fato de que eles aceleram em anos-luz o processo de conhecimento do outro (odeio essa expressão "conhecimento do outro", mas não achei nenhuma melhor).

Quando você acha que realmente saca alguém: em um romântico jantar japonês, regado a "mozinho" e "nenêm", ou num pega-pra-capar dos feios? Pois é. Na hora em que a paciência vai pras cucuias e nosso superego fica, coitadinho, quieto lá no canto, vendo a raiva chegar, toda faceira, percebemos realmente com quem estamos lidando. Ou vivendo.

Por isso sempre saio de quebra-quebras com uma libertadora sensação de tempo poupado: naqueles poucos e tumultuados minutos conheço muito mais sobre os escrúpulos, o modo de encarar o outro e o vocabulário do outro (ih! de novo!) do que em anos de convivência pacífica. Brigas são anti-hipocrisia.

A verdade é que brigar é um tesão. Aliás, dá tesão. E nem é pela hora da reconciliação, não, é pelo ato em si mesmo. Da próxima vez que o céu estiver escurecendo e a voz dela atingindo uns 400 decibéis, preste atenção nos detalhes: a maneira de o adversário construir a defesa, o rumo que a conversa toma, a rapidez das respostas, a capacidade (ou não) de levar a situação sem sair no tapa ou xingar de "desequilibrada", o desfecho, o comportamento nos minutos seguintes. Não é lindo?

É, sim! É o ser humano em estado bruto!"



Um homem chega em casa depois de um duro dia de trabalho, senta na poltrona em frente à televisão e diz à mulher:
- Traga-me uma cerveja antes que comece.
A mulher suspira e traz a cerveja. Dez minutos depois ele diz:
- Traga-me outra cerveja antes que comece.
Ela olha atravessado para o marido, mas traz outra cerveja e a sacode perto dele. Ele termina mais essa cerveja e alguns minutos depois diz:
- Rápido, traga-me outra cerveja que vai começar a qualquer instante.
A esposa fica furiosa e começa a berrar com o marido:
- Isso é tudo o que você vai fazer hoje à noite? Beber cerveja e ficar sentado em frente à televisão? Você não passa de um preguiçoso, bêbadio, um gordo relaxado! E além disso...
Antes que ela termine a frase, o marido levanta os olhos para ela e diz:
- Pronto, começou...

Nenhum comentário: