terça-feira, 6 de novembro de 2007

O velho tema do eu e do outro..

O outro nunca sabe direito o que é e representa para gente.
E a vida vai nos ensinando a sermos cada vez mais sozinhos, pelo acúmulo da não correspondência daqueles que nos significam algo, mas nunca souberam ou perceberam na exata medida. Ou preocupados em excesso com seus próprios problemas, nunca atenderam ao potencial de afeto que por eles ou para eles havia em nós, e foi se desgastando por desuso ou dispersão, já que não o souberam receber.
Às vezes a gente é esse outro. Aí o outro fica com seu gesto de amor à espera da gente.
Às vezes esse outro é mesmo o outro.Aí é a gente que fica com o próprio gesto de amor solto no ar à espera de aceitação, entendimento e correspondência.
Em ambos os casos, dói.
Mas isso já é outra crônica...

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