sábado, 24 de novembro de 2007

A doença como forma de alcançar a perfeição...

A doença humana manifesta-se através dos sintomas. Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência que se precipitaram na forma física. Qualquer princípio não vivido na consciência insiste no seu direito à vida, manifestando-se através dos sintomas físicos. Com estes sintomas somos forçados a conviver constantemente de modo a concretizar coisas que não pretendíamos realizar por opção da nossa consciência, mas que nos são impostas pelo nosso espírito.
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É assim que os sintomas compensam qualquer tentativa da consciência que espelha a realidade do espírito, em não buscar a plenitude na unidade perfeita. Este estado de unidade plena é considerado o verdadeiro equilíbrio que o espírito busca, porém dificilmente interpretado pela nossa consciência desacostumada com o estado uno da perfeição a ser alcançada pela evolução. A tendência e a necessidade da polaridade persistem até a abertura total da consciência com a conseqüente compreensão e aceitação da unidade no espírito. O sintoma, a doença, é a busca daquilo que o espírito sente falta na consciência. Por isso cada sintoma tem seu significado e interpretação específica no desequilíbrio de cada ser humano.
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A doença nos torna mais honestos porque revela o outro lado da nossa consciência, que busca no sintoma a dualidade para o nosso espírito poder equilibrar-se. Apresentando os dois lados, o da consciência e o do sintoma, podemos contemplar exata e honestamente como espiritualmente somos. A cura só é possível na medida em que nos conscientizamos e nos integramos dos aspectos que ainda se apresentam ocultos de nós mesmos, formando a nossa sombra. Assim que descobrimos o que nos faz falta espiritualmente, o sintoma (doença) torna-se supérfluo. O objetivo da cura é a unicidade e a totalidade do espírito. O ser humano é perfeito quando enfim descobre seu verdadeiro Eu, o seu grau evolutivo espiritual e se torna uno com tudo o que existe, como toda a criação de Deus. A doença força o ser humano a permanecer na trilha rumo à unidade, e por isso: - " A Doença é um Caminho para a Perfeição".
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Quando pregamos a unicidade e a totalidade do ser, estamos estimulando o homem a evoluir espiritualmente, caminho que naturalmente leva a Deus, e isso se faz através da reformulação moral, da aquisição de novas interpretações da vida, da existência, dos problemas, do destino e da dor. Portando, as melhorias que promovemos em nosso caráter humano, nos equilibra espiritualmente, conduz nosso espírito à unidade, à totalidade, à plenitude, à perfeição e à Deus. Assim entendemos perfeitamente o objetivo de Jesus Cristo em seu divino ensinamento sobre o amor, a fé, o perdão e a caridade. Conduzir nosso espírito a Deus através da superação, da reformulação, da unidade e manutenção do estado de elevação do caráter humano, mesmo que temporariamente, enquanto estamos encarnados, mas que lenta e gradativamente transformam e elevam nosso espírito a outras dimensões com características afinadas com a regeneração.
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Quando dói nosso corpo entendemos que o espírito, através da consciência, está a reclamar sua parte do todo, da unidade que a natureza universal, divina e plena conspira incessantemente para buscar. Se o sintoma, a doença, é a expressão da imperfeição que vai no espírito, a cura é o equilíbrio conquistado através da sua superação. O espírito sendo a unidade matriz dos demais corpos, físico e etéreos, é natural que todos os corpos criados tenham sua característica básica estampada, tanto intrínseca quanto ostensivamente. Toda manifestação física, moral, emocional, energética, social, cultural e comportamental do homem, está ligada à característica de seu espírito, inclusive a dor que tanto tememos e da qual tanto fugimos.
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O espírito (matriz) tem a necessidade do complemento, da unidade, da expansão evolutiva, influindo nos demais corpos etéreos que constituem o ser, vindo até a parte mais densa destes corpos, ou seja, o físico. Quando esta sutil influência chega ao corpo físico, já não é mais sentida como impulso nem como simples tendência, mas sim como necessidades: doenças! Este é o princípio da Psicossomatização. O espírito busca a evolução através da reformulação dos seus valores essenciais. Os corpos somáticos intermediários constituintes do ser, interpretam a carência e os excessos como uma necessidade do espírito de atingir a unidade perfeita.
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A consciência, que é o consenso destes corpos, identifica o método a ser utilizado na ação de reformulação progressiva e o corpo físico, através dos sintomas (doenças), o executa. Se a doença nos faz tanto mal, como costumamos interpretar, basta preparar-nos para podermos interceptar as ordens da matriz (espírito) antes que cheguem em nosso corpo físico.
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Se mais espiritual, consciente, elevado no caráter, tranqüilo, seguro, afetuoso e menos apegado às coisas da terra, de ordem material e humana como a avareza, a luxúria, os vícios, o orgulho, as paixões, os medos, as culpas e a necessidade constante de sermos heróis, conseguiríamos melhor interpretar as derivações do nosso espírito, sem precisar de tantos recados indiretos, geralmente por via muito pouco conhecida: - a consciência ! Daí sim, poderíamos sentir menos dor!
(A doença como caminho de cura)

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