segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Terapeuta...





Eu não estreio agora. O que pode lhes ser surpresa, na verdade é um anúncio. O que pode lhes parecer uma novidade, para mim é caso antigo. Desde 2005 que investigo as dimensões de cada um de nós e com elas trabalho. Não à toa e de alguma maneira a literatura tornou-se a expressão e o registro do que absorvi e me apropriei nesta trajetória. O Reiki, a Apometria, as Barras de Access, o Thetahealing são técnicas que vivencio ao longo destes mais de treze anos. Umas a mais tempo que outras. Outras de modo mais intenso que umas. O fato é que me sinto à vontade não só pelo tempo em si, mas pelo que estudei e o quanto estudei, onde trabalhei e com quem trabalhei, o que vivi e como vivi, para divulgar o que com estas práticas posso vir a facilitar no processo e na jornada de cada um.

O que nunca lhes contei diretamente nestes anos todos venho a vocês com muita felicidade publicizar. E o que disto se trata, então? 

De um convite. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Deus também bebe café

"Este livro encerra um velho-eu e dispõe-me para um novo. Do compromisso com as letras, satisfeito me dispenso. Os caminhos pedem-me diverso do que até ontem entre linhas me confessei. "Deus também bebe café" é uma cifra, um segredo, uma combinação e um convite para as verdades maturadas que bebi e aprendi a beber nesta última década e que oferto a todos os de olhos bem atentos. 

Provai e vede. Seja de Deus, do café ou deste próximo, último e inédito livro."

terça-feira, 13 de março de 2018

Deus também bebe café

"Deus também bebe café"

O livro é fruto de um Adão improvisado a versar sobre tudo o que veio após o Éden. Do Império Romano à mesa de bar. Das teorias da conspiração às xícaras de café. Deus é capítulo para seus crentes e descrentes. Assim como o amor. Um livro para atravessar o tempo e o peito como espaço sagrado para as verdades que nos confessa a literatura.

Sem qualquer arrependimento.
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Meu quarto e último livro a ser publicado pela Editora Penalux.
R$ 45,00 reais já com o frete para qualquer lugar do país.
A quem interessar, mande mensagem.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Deus também bebe café

"Deus também bebe café"
O meu quarto, próximo e último livro.
Lançamento em abril, pela Editora Penalux.

Pré venda aberta. R$45,00 com frete incluído e dedicatória.
A quem interessar: guglicardoso@gmail.com

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Calendário...

Às vésperas de um novo ano, escutamos com maior atenção as interiores vozes que nos permeiam, ao amansarmos acumulados cansaços de um ciclo que se encerra. As verdades que nos sempre falam mas que abafamos por inúmeras razões, contam-nos agora com estratégica intensidade, das esperanças que retornam com fôlego e força para cumprirmos os compromissos e promessas que nos justificam sobre este chão. Assim, cabe à poesia trazer à claridade, as marés que nos compõem. E diz ela, primeiramente, que nos tornemos mais nós mesmos, ainda que para isso precisemos despedir uma boa parte do que somos. Que o espelho não seja causa de grandes importâncias ou preocupações mas, seja nosso reflexo, o fiel confessionário dos nossos contornos. Agigantemos os sonhos, patrocinemos nossas coragens, não respeitando as demandas da tristeza, mas acolhendo toda e qualquer lágrima que justa resolver nos visitar. Recusemos ao máximo com ensaiada disciplina, os círculos viciosos das paixões que nos custam saúde e equilíbrio emocional. Desapeguemo-nos do que tem verniz de amor mas é carência, medo, controle ou egoísmo. Aprendamos que a inveja é sintoma de imaturidade, devendo ser tratado quem sente com doses de generosidade e paciência. Aceitemos sempre - e desarmados - os elogios que nos dediquem, separando com prudência as sementes do bem querer das más ervas da bajulação interesseira. Quando necessário falar, cuidemos para não declararmos uma verdade que carregue demasiados espinhos. Saibamos que sem quaisquer objetivos e pelo acaso poderemos ser carregados. Não atribuamos ao azar o que é de nossa responsabilidade. Curemo-nos nas despedidas, curemos o próximo pelas chegadas. Que possamos ser como a gota d´água que, mesmo diante do imenso mar, ainda tenha o que lhe acrescentar. Que daqui pra frente possamos juntar coragem suficiente para aquelas decisões e riscos que a vida nos pede para nos fazer mais felizes. E se inevitavelmente e por acaso a dor em nós tardar, que por ela amanheçamos.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sementes...

Tem gente que passa o ano inteiro dormindo e só resolve acordar às vésperas de um ano novo, talvez para voltar a dormir novamente. Tem gente que depende da sorte e não das próprias escolhas. Gente que irá consultar a previsão do horóscopo, do I Ching, pular sete ondas, pular num pé só, combinar cores e simpatias como se isto traçasse seus novos caminhos por viver sempre das mesmas promessas de final de ano. Gente que diz acreditar no amanhã apenas para empurrar o hoje com a barriga. Gente que perdoa sem perdoar apenas para convencer-se de que o amor ali venceu. Gente que não sabe que a diferença entre crer e saber é a mesma entre muleta e equilíbrio. Tem gente que se acostuma com adoçante ao invés de doçuras; que acredita que uma folha a menos no calendário possa ser a redenção. Ou, que pensa que apenas o amor de alguém na sua vida possa ser a redenção. Gente que coleciona hábitos e crenças a vida inteira pensando ser algo de valor. Tem gente que guarda dinheiro e deixa tudo para o caixão. Gente que pensa ter a vida inteira e resolve se deixar para depois. Tem gente que muito se acha quando na verdade nunca se encontrou. Gente vivendo de sonhos mesmo se alimentando de ilusões. Gente que diz saber do mundo e mal reconhece suas solidões. Gente que se acostumou ser gado porque está bom assim. Gente que pensa que pensa e ao final não pensa nada. Somos viciados em tentativas e dependentes de recomeços que servem do tempo para nos amansar a pressa e enrugar a pele, partir a alma ou salvar os sonhos, pesar o corpo ou libertar o peito, denunciar o amor e reparar enganos, perdendo de vista as tristezas, perdendo a conta das lágrimas, repousando as verdades no colo após o cansaço dos dias caminhados.

Ninguém é tanto tempo feliz por mais que queira, nem triste o tempo todo por mais que tente.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Anuncia-Te...

Pai, permita-me ser o espelho dos meus escuros e o eco das minhas verdades. Ensina-me a aceitar-me no tempo entre as sementes e a colheita. Dá-me o próximo e os amanhãs para partilhar a compaixão que hoje me faltou. Coloca-me diante dos meus egoísmos para o necessário diálogo com a alma que reage às próprias feridas. Apresenta-me ao perdão que tanto busco, mas ainda não reconheci. Conceda-me a coragem para atravessar os medos. Revela-me os medos para descobrir a fé. Permita-me a gratidão que ontem não enxerguei, e os milagres que à porta não atendi. Abençoa-me através dos silêncios. Anuncia-Te através do poema. Ensina-me o amor como caminho de duas mãos. E permita que ofereça as minhas ao Teu trabalho.

Que eu comece diariamente a partir de onde estou e anuncie adiante a vitória da luz.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Reino que desconheço...

[...] atravessei demoras, numa lentidão do tempo a querer nada comigo. em tudo esbarrei embriagado de cansaços. fiz sinônimo aos cotidianos e desesperanças. sufoquei-me na densidade dos vazios. dormi entre as tristezas. repeti capítulos. a vida estava onde eu relutava ou resistia. impedia-me isto de saber milagres nos detalhes paralelos à minha casa. eu me desaconteci quando expulsei o amor de mim e sobrou-me apenas o mundo. presença minha adulterada, desistida dos laços antes mesmo de tentá-los. por acaso reaprendi meu nome numa semente que me escolheu, e o acaso se fez meu em re-encanto. reescrevi o inexato caminho dos destinos e das felicidades. naveguei no mar das coisas ditas sem naufragar. mas somente quando deixei de lutar e permiti-me aceitar os reflexos. consagrei-me num reino que desconheço.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Resoluções...

Aquele frio que já lhe cortou alma era vento forte de tempo fechado ou desilusão dos sonhos de ontem? Pois, insensível aos apelos do porvir, andou cego às gentilezas da vida e surdo às do coração. Abrigou da dor no colo o seu próprio peito. E cansado de ser mau jardineiro a pisotear as flores que o tempo lhe brindou com sementes muitas, queria agora era curar feridas. Queria voltar a ser quem nunca foi e aprender o que não havia até ontem aprendido: lembrar que no palco da vida somente ele poderá ser seu antagonista. Cansado de refletir tristezas, passou a espelhar em si a própria luz. Há ainda de construir novos caminhos a denunciar suas escolhas de fé. Salvar-se-á de vez, daqui pra frente.

E sem resoluções a fazer ele quer olhar-se e descobrir quem ele é. De verdade.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Casei-me...

Mulher, lembra-te do dia que a moça do caixa sorriu a dizer-nos que tu eras esposa atenciosa comigo enquanto colocávamos as compras no carrinho? Ali, casei-me contigo. Casei-me contigo quando decidiste perder o por do sol para ganhar o meu abraço. Quando tu choraste por medo de perder-me. Quando adotaste as borboletas como mensagem secreta de amor. Casei-me contigo ao final daquela noite por cantar versão engraçada de música antiga mas com meu nome. Casei-me contigo no primeiro silêncio nosso do café da manhã. Ao te farejar nos lençóis da minha cama, na toalha de banho, na blusa esquecida na cadeira. Quando pela primeira vez entrelaçaste tuas pernas nas minhas. Quando me vi a ligar-te de madrugada por conta e culpa das saudades. Casei-me contigo ao te ver a mulher mais linda pronta pra festa, e ao tornar-te ainda mais bela nua depois dela. Casei-me contigo ao lhe apresentar meu pior defeito e tu a fingir que nada viu. Casei-me contigo quando sentiste conhecer-me desde os eternos. Quando escolhemos não enjoarmos nunca do mesmo restaurante. Casei-me contigo ao ver tua roupa conquistando minhas gavetas. Ao ver a minha velha roupa conquistando teu corpo nos domingos. Casei-me contigo antes do primeiro sonho que te sonhei. Casei-me contigo depois do último. A primeira foto. O primeiro beijo. A primeira música. Casei-me contigo quando me flagrei chamando-te de poesia e musa. Quando percebi que havia aprendido a escrever apenas para encontrar-te. 

Casei-me contigo para assim te namorar para sempre.

(Texto do meu livro "Teoria Geral do Desassossego", publicado pela Ed. Penalux)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Começar...

Ele precisa por em dia os milagres, afastar-se dos medos e pecados. Ele tem urgências para escrever e exorcizar os seus enganos, crenças erradas e fatalidades. Ele tem pressas para curar-se do que acredita que deve se curar. Ele tem data marcada para estrear-se. Ele não pode esperar pelo que já esperou demais. Ele se põe como adequado, correto, direito, puro para poder merecer. Ele não sabe o que é merecer. Ele atualiza suas esperanças por conta das angústias. Ele espera a revelação, a intervenção, o salto, a descontinuidade. Ele se banha para jamais se sujar. Ele se pune por não se sentir outro, melhor, mais digno. Ele não pode mais esperar pelo que já esperou demais. A ansiedade é a muleta com que se dirige ao peito. Sente ânsias. Sente o medo. E mal sabe que ao desistir de tudo poderá tudo então (lhe) começar.